Uso da cloroquina contra o coronavírus é alvo de estudos e testes; entenda riscos

O uso da cloroquina por pacientes infectados com o novo coronavírus ainda está em fase de testes e de estudos. Não há resultados conclusivos para as pesquisas com o medicamento, usado principalmente contra a malária. Apesar de as evidências em alguns estudos indicarem que ela pode funcionar em certos casos, há alertas sobre o risco de complicações causadas pela toxicidade da droga.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o uso da cloroquina combinado com o antibiótico azitromicina é uma das quatro combinações de medicamentos questão em fase de testes em 74 países e cujos resultados são monitorados pela organização.

Apesar disso, a organização informou ao “até agora, nenhum produto farmacêutico se mostrou seguro e eficaz para tratar a Covid-19”.

Atualmente, o uso no Brasil é autorizado pelo Ministério da Saúde somente em pacientes em estado crítico e também naqueles em estado moderado já internados nos hospitais, desde que médico e paciente concordem com o uso.

Por isso, os médicos pedem que a população NÃO se automedique com esses ou outros remédios. As primeiras notícias sobre o medicamento levaram ao desabastecimento e fizeram a Anvisa colocar a droga na lista dos remédios controlados. Além da malária, a droga é usada contra reumatismo, inflamação nas articulações e lúpus.

No Brasil, em 25 de março, o Ministério da Saúde liberou o uso em tratamento de pacientes hospitalizados com quadros graves. A liberação veio acompanhada da ressalva de que havia “lacunas no conhecimento” sobre a droga. Em 3 de abril, o ministério ampliou a indicação de uso também para casos moderados, quando os pacientes passam por atendimento hospitalar.

Na terça (7), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que a pasta não vai tomar medidas contra médicos que prescreverem a cloroquina para pacientes nos estágios iniciais da doença. “Se ele (médico) se responsabilizar individualmente, não tem óbice nenhum. Ninguém vai reter a receita de ninguém”, disse Mandetta.

Nesta quarta, Mandetta reafirmou que não há orientação para o uso indiscriminado do medicamento. Ele lembrou que a maioria dos infectados não tem complicações e se recuperam sem problemas. E que entre os mais idosos, há risco de efeitos colaterais.

Bolsonaro pede volta ao trabalho, ‘observadas as normas do Ministério da Saúde’, e diz que medidas de isolamento são ‘responsabilidade exclusiva’ dos governadores

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quarta-feira (8), durante pronunciamento em rede nacional de televisão, que é dos governadores a “responsabilidade exclusiva” das medidas de isolamento social motivadas pela pandemia do novo coronavírus.

Ele disse ter “certeza que a grande maioria” quer voltar a trabalhar e que essa é a orientação dada a todos os ministros, “observadas as normas do Ministério da Saúde”.

Foi o quinto pronunciamento de Bolsonaro na TV sobre a crise do coronavírus

“Respeito a autonomia dos governadores e prefeitos. Muitas medidas, de forma restritiva ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos. O governo federal não foi consultado sobre sua amplitude ou duração”, afirmou.

Poucos antes do pronunciamento do presidente, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, ao analisar ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que o governo federal não pode derrubar decisões de estados e municípios sobre isolamento social, quarentena, atividades de ensino, restrições ao comércio e à circulação de pessoas.

O presidente afirmou ter “certeza” de que a “grande maioria” dos brasileiros quer retornar ao trabalho e disse ter dado essa orientação aos ministros, “observadas as normas do Ministério da Saúde”. De acordo com Bolsonaro, há dois problemas a resolver: “o vírus e o desemprego”, que, segundo afirmou, devem ser tratados “simultaneamente”.

“As consequências do tratamento não podem ser mais danosas que a própria doença. O desemprego também leva à pobreza, à fome, à miséria, enfim, à própria morte”, declarou.

De acordo com pesquisa do instituto Datafolha divulgada na última segunda-feira (6), 76% dos entrevistados acreditam que o mais importante neste momento é ficar em casa; 18%, segundo o levantamento, querem acabar com o isolamento.

O Ministério da Saúde defende o isolamento amplo como forma de conter a disseminação do coronavírus, mesma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse foi um dos motivos das divergências entre Bolsonaro e Luiz Henrique Mandetta, que ameaçaram de demissão o ministro da Saúde. Nesta quarta, os dois se reuniram no Palácio do Planalto. Após o encontro, Mandetta disse que o “comandante do time” é Bolsonaro.

Sem isolamento social correto, coronavírus se espalha pelo interior do estado; também crescem número de óbitos

A Secretaria de Saúde do Estado (SES) agora registra 273 o número de casos do novo coronavírus no Maranhão, que atinge 13 cidades do estado. O número de óbitos pela doença também aumentou e agora chega aos 12.

Mortes por Covid-19

Veja abaixo mais detalhes sobre os óbitos por Covid-19 já registrados no Maranhão:

Homem de 49 anos, de São Luís, com histórico de hipertensão;

Mulher de 89 anos, de São Luís, com histórico de cardiopatia, hipertensão e câncer de mama;

Homem de 70 anos, de São Luís, com histórico de hipertensão, obesidade e diabetes;

Homem de 74 anos, de São Luís, com histórico de doenças no cardíacas;

Mulher de 79 anos, de São Luís, com histórico de hipertensão, diabetes e problemas renais;

Homem de 94 anos, de São Luís, sem histórico de comorbidades;

Homem de 50 anos, de São Luís, com histórico de diabetes, hipertensão e obesidade;

Homem de 64 anos, de São Luís, sem informações sobre o histórico médico.

Mulher de 36 anos, de São Luís, que já tinha histórico de doença renal crônica.

Homem de 75 anos, de São Luís, com quadro de doença renal crônica, diabetes e hipertensão arterial.

Homem de 64 anos, de São Luís, que era hipertenso e tabagista.

Mulher de 72 anos, de Paço do Lumiar, com histórico de hipertensão, diabetes e doença renal crônica.

Casos em 13 cidades

O novo coronavírus agora atinge 13 cidades em todo o Maranhão. Sobre os casos ainda em investigação, o estado já possui 1627 pacientes com suspeita da doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Cidades

São Luís – 228 casos (11 óbitos)

São José de Ribamar – 21 casos

Paço do Lumiar – 09 casos (1 óbito)

Imperatriz – 05 casos

Timon – 02 casos

Açailândia – 01 caso

Cajapió – 01 caso

Colinas – 01 caso

Icatu – 01 caso

Raposa – 01 caso

Santa Inês – 01 caso

São Benedito do Rio Preto – 01 caso

Urbano Santos – 01 caso

Bomba: protocolado o pedido de afastamento do prefeito de Timon e da secretária de Educação

Está protocolado na Vara da Fazenda Pública de Timon o pedido de afastamento do prefeito de Timon, Luciano Leitoa, e da secretaria municipal de educação, Dinair Sebastiana. Eles estão sendo acusados de assinarem um contrato com a empresa fantasma Máximo & Oliveira LTDA.

De acordo com o contrato, a empresa deveria prestar os serviços gráficos para atender a demanda da Secretaria Municipal de Saúde e suas unidades, além dos da Secretaria Municipal de Educação, todas precedidas de licitação na modalidade pregão presencial.

Um conjunto de provas através de vídeo e fotos registram que o endereço fornecido pela empresa é inexistente. O estabelecimento citado não tem nenhuma estrutura de funcionamento e a casa de número 27 está em estado deplorável

No local foi notada a ausência de cômodos, falta de pintura e até mesmo muros. Na ação, a acusação destaca que é de se esperar de uma empresa o mínimo, como uma sede para a realização de serviços, dada a complexidade das atividades econômicas, as quais demandam alta tecnologia, conforme o próprio contrato.

A acusação também registrou que os contratos firmados entra a Prefeitura Municipal de Timon e a empresa MÁXIMO & OLIVEIRA LTDA. não apresentam qualquer cláusula que autoriza a subcontratação. Fato que leva a firma que o caso se trata de uma empresa “fantasma”, visto que os proprietários possuem a documentação, mas SEQUER possuem sede.

Em última análise, as movimentações financeiras da empresa no suposto recebimento dos recursos públicos e seu posterior desvio em favor dos beneficiários se enquadram, em tese, como dissimulação do proveito de crime antecedente, consistindo em típico crime de lavagem de dinheiro.

Mural de Contrato no site do SACOP:

Valor total do contrato R$ 562.523,45000

Valor total do contrato R$ 200.203,550000

Valor total do contrato R$ 4.700,000000

Um total de R$ 767.426,00 (setecentos e sessenta e sete mil e quatrocentos e vinte e seis reais) pagos à empresa “fantasma”. Pagos à empresa sem existência real, o que foi suficiente para causar danos aos cofres públicos.

 

Veja;

Expostos a doença, funcionários do Hospital Municipal de Santa Inês denunciam falta de estrutura para combaterem o coronavírus

Funcionários do Hospital Municipal de Santa Inês denunciam a falta de EPIs suficientes para atender o município e outras 11 cidades da Região do Vale do Pindaré. De acordo com os funcionários, o hospital não dispõe de quantidades necessárias de máscaras, álcool em gel, sabão e papel toalha para higienizar as mãos dos funcionários e pacientes.

Os funcionários também relatam que no local não existe uma sala específica para triagem e aconselhamento dos sintomáticos respiratórios. Para piorar a situação, eles também afirmam que não existem leitos de isolamento para suspeitos de Covid-19.

No momento, existe no hospital um paciente com suspeita de estar contaminado pelo vírus, e o mesmo se encontra no meio da clínica médica. Depois de muita insistência dos profissionais da saúde, um outro paciente suspeito de estar contaminado foi transferido para um hospital em São Luís, eles alegam que o local não tinha estrutura para o tratamento da doença.

As poucas máscaras que estão disponíveis no município estão sendo entregues para coordenadores da secretaria que não fazem parte da linha de frente de combate ao coronávirus.

Governo do Estado estabelece multas para estabelecimentos que descumprirem quarentena

A Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, que configura infrações à legislação sanitária federal e estabelece as sanções respectivas, aponta que as penalidades para quem insistir em abrir os estabelecimentos comerciais não essenciais no Maranhão durante a pandemia do novo coronavírus pode resultar em advertências, interdição parcial ou total do negócio e, ainda, em uma multa que varia de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. 

Essa e outras medidas estão sendo tomadas como ações de prevenção contra a disseminação do vírus que já infectou milhões de pessoas ao redor do mundo e matou milhares. No Maranhão, até o momento desta publicação, já são 230 casos confirmados e 11 mortes. 

No Maranhão, a aplicação das multas foi estabelecida no Decreto nº 35.714, do dia 3 de abril deste ano, que prorrogou, até o próximo dia 12, as medidas específicas destinadas à prevenção do novo coronavírus no estado. No Artigo 5º do Decreto nº 35.714, estão previstas as seguintes sanções: 

  • Multas de R$ 2.000 a R$ 75.000, em caso de infrações leves; 
  • Multas de R$ 75.000 a R$ 200.000, em caso de infrações graves; 
  • Multas de R$ 200.000 a R$ 1.500.000, em caso de infrações gravíssimas. 

Convém ressaltar que esses valores podem ser aplicados em dobro, dependendo de reincidência das transgressões referentes às questões sanitárias. 

Em cada dez casas do Paraná, seis têm cachorros; saiba como limpar os bichinhos em tempos de coronavírus

Em cada dez casas do Paraná, seis têm cães — Foto: Thais Kaniak/G1

O Paraná é o estado do Brasil com o maior número de casas com cachorros, de acordo com o último levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em cada dez casas, seis têm cães. Ao todo, são pouco mais de dois milhões de domicílios com, pelo menos, um cachorro.

Portanto, para todos esses milhares de tutores de pets, os cuidados com os bichinhos em tempo de pandemia do novo coronavírus têm sido uma preocupação. Os animais de estimação não transmitem a Covid-19 para os humanos, mas o processo de higiene dos pets precisa ser redobrado.

Cuidados redobrados com a higiene

A veterinária disse que é preciso higienizar as patas dos cães depois dos passeios. Pode-se usar o álcool 70% (em forma líquida ou gel) , mas não diretamente na pelagem deles.

Uma opção é usar uma toalha, um paninho ou lenço umedecido para passar o produto, como citou a profissional.

Como higienizar os cães antes de entrar em casa?

A higienização dos animais de estimação, na verdade, deve ser feita sempre – não só por causa da pandemia.

Para essa limpeza, a veterinária indica também usar shampoo específico para cachorros. As áreas de mucosas dos cachorros devem ser evitadas.

Outra recomendação da veterinária é o uso de antissépticos com clorexidina – feitos especialmente para pets.

Paraná é o estado com o maior número de cachorros por casa, de acordo com o IBGE — Foto: Thais Kaniak/G1

Rotina de passeios

Ao longo da pandemia, a rotina de passeios dos cães precisa ser adaptada a esse momento que o mundo vive. Para o coronavírus dos animais, já tem vacina. Contudo, não pode ser usada para humanos. São diferentes tipos de vírus.

Maranhão tem 230 casos de contaminação pelo COVID-19

Continua em crescente o número de casos de infectados pelo COVID-19 no Maranhão. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), subiu para 230 o número de casos do novo coronavírus. O número de óbitos pela doença também aumentou e agora chega a 11. O número de curados se manteve estável em 45. 

Acompanhe os dados: 

  • Homem de 49 anos, de São Luís, com histórico de hipertensão; 
  • Mulher de 89 anos, de São Luís, com histórico de cardiopatia, hipertensão e câncer de mama; 
  • Homem de 70 anos, de São Luís, com histórico de hipertensão, obesidade e diabetes; 
  • Homem de 74 anos, de São Luís, com histórico de doenças no cardíacas; 
  • Mulher de 79 anos, de São Luís, com histórico de hipertensão, diabetes e problemas renais; 
  • Homem de 94 anos, de São Luís, sem histórico de comorbidades; 
  • Homem de 50 anos, de São Luís, com histórico de diabetes, hipertensão e obesidade; 
  • Homem de 64 anos, de São Luís, sem informações sobre o histórico médico. 
  • Mulher de 36 anos, de São Luís, que já tinha histórico de doença renal crônica. 
  • Homem de 75 anos, de São Luís, com quadro de doença renal crônica, diabetes e hipertensão arterial. 
  • Homem de 64 anos, de São Luís, que era hipertenso e tabagista. 

Casos em nove cidades 

O novo coronavírus agora atinge nove cidades em todo o Maranhão. Sobre os casos ainda em investigação, o estado já possui 1372 pacientes com suspeita da doença, segundo a SES. 

Cidades 

  • São Luís – 203 casos (11 óbitos) 
  • São José de Ribamar – 10 casos 
  • Paço do Lumiar – 06 casos 
  • Imperatriz – 05 casos 
  • Timon – 02 casos 
  • Açailândia – 01 caso 
  • Cajapió – 01 caso 
  • Santa Inês – 01 caso 
  • São Benedito do Rio Preto – 01 caso 

Faixa etária dos pacientes 

  • 0 a 9 Anos – 02 casos 
  • 10 a 19 Anos – Nenhum caso 
  • 20 a 29 Anos – 28 casos 
  • 30 a 39 Anos – 72 casos 
  • 40 a 49 Anos – 55 casos 
  • 50 a 59 Anos – 33 casos 
  • 60 a 70 Anos – 25 casos 
  • Mais de 70 – 15 casos 

Percentual de casos por sexo 

  • Masculino – 50% 
  • Feminino – 50% 

Taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivos para a Covid-19 no MA 

  • Total de leitos de UTI – 132 
  • Leitos ocupados de UTI – 15 
  • % de ocupação das UTIs – 11,36% 

Taxa de ocupação de leitos clínicos exclusivos para a Covid-19 no MA 

  • Total de leitos – 120 
  • Leitos ocupados – 18 
  • % de ocupação – 15% 

 

 

 

Brasil terá pico de Covid-19 em abril e maio, e vírus deve circular até meados de setembro, afirma Mandetta e especialistas em relatório técnico

Um relatório técnico assinado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e especialistas em saúde afirma que o Brasil terá pico dos casos de Covid-19 em abril e maio e que o país continuará enfrentando a pandemia até meados de setembro. O texto foi publicado nesta terça-feira (7) na “Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical” e divulgado pela agência de notícias científicas Bori.

O texto fala sobre como o Brasil enfrenta a pandemia, traz a cronologia das ações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do país, e alerta para o período de outono e inverno, em que há maior ocorrência de doenças respiratórias. O relatório também cita medidas como isolamento social e uso de máscaras como formas de conter a pandemia no Brasil.

“Embora o Brasil esteja tentando implementar medidas para reduzir o número de casos, principalmente focados no isolamento social, um aumento nos casos de Covid-19 é esperado nos próximos meses. Vários modelos matemáticos mostraram que o vírus estará circulando até meados de setembro, com um pico importante de casos em abril e maio”, diz o relatório, sem citar números.