Prefeito de Vargem Grande deve ser transferido em UTI aérea para hospital de São Paulo

O Prefeito de Vargem Grande Carlinhos Barros (PCdoB) que encontra-se internado no Hospital Carlos Macieira para tratamento da Covid-19, pode a qualquer momento ser transferido para o Hospital Sirio Libanês em São Paulo.

As informações preliminares são que Carlinhos foi transferido do Hospital UDI para o Carlos Macieira por falta de leito de UTI para tratamento da Covid. Com 80% do pulmão comprometido, o prefeito está respirando com auxílio de oxigênio.
Blog do Minard

Líder de facção é preso e de quebra Polícia leva traficante junto

O líder de uma facção criminosa foi surpreendido e preso na noite desta segunda-feira (10), pela Polícia Militar. O caso aconteceu quando os PMs decidiram fazer uma abordagem em um veículo que estava em atitude suspeita em uma rua no centro do município de Açailândia.

Na abordagem, foi pedido que os integrantes do veículo fossem para fora. No momento da revista, um dos suspeitos puxou uma arma e correndo conseguiu fugir, pulando de uma ponte e escapando por um córrego.

Um cerco policial foi montado e feito uma varredura no local, onde minutos depois, foi encontrada a arma que estaria com o fugitivo. Populares informaram que o indivíduo teria invadido uma residência

Na casa, a polícia encontrou uma barra de uma substância semelhante à maconha, pesando 521g e uma quantidade de 105g de uma substância semelhante à cocaína. O homem que estava na residência foi preso e confirmou aos policiais que comercializa as drogas na região.

Minutos depois, o indivíduo que empreendeu fuga foi capturado por outra equipe de policiais. O conduzindo tem mandado de prisão em aberto e é suspeito de ser líder de facção na cidade e de cometer vários homicídios.

Após os procedimentos legais, o líder da facção, o traficante e mais duas pessoas foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil.

 

Assaltantes de bancos são presos na capital

A Polícia Civil prendeu dois indivíduos, que são os principais suspeitos de um crime de roubo que aconteceu no autoatendimento da agência do Banco do Brasil do Bairro São Francisco.

O crime aconteceu no dia 05 de janeiro de 2021. No dia do assalto, os bandidos roubaram das vítimas a quantia de R$ 30 mil.

A prisão é resultado de um cumprimento de mandado de prisão preventiva determinado por meio da Superintendência de Polícia Civil da Capital -SPCC, Delegacia de Roubos e Furtos – DRF e 9DP São Francisco.

Os presos serão encaminhados para o sistema prisional, onde ficarão à disposição da justiça.

Facinho sanciona lei que garante gratificação aos profissionais que atuam no enfrentamento da Covid-19

O prefeito José Bonifácio (Facinho) sancionou lei que concede gratificação aos profissionais de saúde que atuam no combate à pandemia da covid-19 no município de Cândido Mendes.
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De indicação da vereadora Eniedes Costa, a Lei municipal Nº 432/2021 Institui Gratificação Extraordinária aos servidores da saúde durante a vigência da calamidade de saúde pública decorrente do coronavírus (COVID-19):
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“O Prefeito Municipal de Cândido Mendes, Estado do Maranhão, no uso de suas atribuições legais,

Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º Fica instituída a Gratificação Extraordinária de combate ao COVID-19 aos servidores profissionais de saúde da administração pública municipal durante o período de reconhecimento do estado de calamidade de saúde pública previsto na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020.

Art. 2º A Gratificação Extraordinária de combate ao Covid-19 não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens, inclusive, para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões.”
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ASCOM – Prefeitura Municipal de Cândido Mende

Polícia recupera mais dois veículos que foram roubados na capital

Em Paço do Lumiar, a polícia prendeu três elementos em veículo branco que havia sido roubado no Bairro Cohab e estava sendo usado para prática de assalto na região.

Os criminosos foram encontrados especificamente no bairro Mercês, onde foi determinada a parada do automóvel e em seguida realizada uma abordagem no local em que foram encontrados 1 revólver cal.38 da Taurus de numeração suprimida com 2 munições e um 1 simulacro de pistola.

Os bandidos foram presos e apresentados na Depol do Maiobão. Eles informaram que roubaram o carro na Cohab e praticaram assaltos nos Bairros do Jardim Turú, Vila Cafeteira e Cidade Verde, sendo presos no Bairro das Mercês, em Paço do Lumiar.

Ainda em Paço do Lumiar:

A polícia avistou um grupo de criminosos que estavam em atitude suspeita dentro de um veículo Sandeiro, branco. Ao perceberem a presença da polícia, os criminosos empreenderam fuga, colidiram com outro veículo e abandonaram o carro roubado no Bairro Sítio Grande, em Paço do Lumiar, tomando rumo ignorado.

Durante a abordagem no veículo a polícia encontrou 1 garrucha de fabricação caseira e uma faca. Os PMs entraram em contato com o proprietário do automóvel que informou que o carro foi tomado de assalto no domingo (10), no Bairro Cidade Operária. O carro foi devolvido ao seu legítimo dono.

Jovem é assassinada pelo próprio vizinho, em São José de Ribamar

O vizinho de uma jovem identificada como Carol, é o principal de suspeito de tê-la assassinado com mais de 40 golpes de faca dentro de um condomínio no município de São José de Ribamar.

Carlos César, que era vizinho da vítima, já está preso e foi acusado de matar Carol para roubar R$ 1.400. A polícia acredita que a moradora estava sozinha no apartamento quando foi surpreendida pelo assassino, que arrombou a porta e a golpeou até a morte.

A polícia identificou o autor do crime por meio do uso das câmeras de segurança, em que Carlos César foi identificado. Questionado sobre a situação, o criminoso não negou o crime e relatou que assassinou a vítima para subtrair a quantia de, aproximadamente. R$ 1.400.
Carlos César não tinha passagem pela polícia. Ele foi preso e conduzido para a Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), onde foi autuado em flagrante pelo crime de latrocínio.

Tratoraço: Aluísio Mendes citado em escândalo do governo Bolsonaro

Aluísio Mendes

Matéria do Estadão revelou que sob a guarda do presidente Jair Bolsonaro, nove parlamentares detêm “feudos” na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

Aliados do Palácio do Planalto, esses deputados e senadores são padrinhos dos nomes responsáveis por executar o orçamento da estatal, elevado a R$ 2,73 bilhões neste ano, com as emendas no Congresso.

O clube dos mandachuvas tem ingerência sobre os superintendentes regionais e diretores da Codevasf, que decidem a realização de obras e a doação de máquinas para redutos eleitorais. A influência política, demonstrada a cada entrega feita pela estatal, alimenta os planos eleitorais dos parlamentares, e também de seus apadrinhados, muitos deles envolvidos em denúncias de corrupção.

Os congressistas tiveram o aval do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Secretaria de Governo da Presidência para indicar um total de R$ 459 milhões em repasses à Codevasf em dezembro do ano passado. A soma faz parte do pacote de R$ 3 bilhões que o governo distribuiu para atender deputados e senadores. A negociação do Planalto ocorreu sob a promessa de apoio para eleger Arthur Lira (Progressistas-AL) à presidência da Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ao comando do Senado, em fevereiro deste ano, como revelou o Estadão.

De acordo com o jornal, dois maranhenses figuram na lista. O deputado Hildo Rocha (MDB-MA), único integrante do clube que se colocou contra a eleição de Lira à presidência da Câmara, amargou a demissão de seu indicado, Jones Braga, da 8ª Superintendência Regional, em São Luís. Rocha apoiou Baleia Rossi (MDB-SP), que perdeu a disputa.

A retaliação não tardou. Celso Dias, afilhado político do líder do PSC na Câmara, Aluísio Mendes (MA), entrou no lugar do apadrinhado de Rocha. O Estadão apurou que a troca contou com o apoio de Lira.

‘Mandachuvas’

Os parlamentares e seus indicados para ocupar as superintendências da Codevasf.

Montes Claros (MG)

Carlos Viana (PSD), senador

Indicado: Marco Antônio Graça Câmara

Bom Jesus da Lapa (BA)

Arthur Oliveira Maia (DEM), deputado

Indicado: Harley Xavier Nascimento

Petrolina (PE)

Fernando Bezerra Coelho (MDB), senador

Indicado: Aurivalter Cordeiro

Penedo (AL)

Arthur Lira (Progressistas), deputado

Indicado: Joãozinho Pereira

Juazeiro (BA)

Elmar Nascimento (DEM), deputado

Indicado: José Anselmo Moreira Bispo

Teresina (PI)

Ciro Nogueira (Progressistas), senador

Indicado: Inaldo Pereira Guerra Neto

São Luís (MA)

Aluísio Mendes (PSC), deputado

Indicado: Celso Dias

Palmas (TO)*

Eduardo Gomes (MDB), senador

Macapá (AP)*

Davi Alcolumbre (DEM), senador

*SUPERINTENDÊNCIAS A SEREM CRIADAS

Prêmio INOP: Josimar Maranhãozinho ganha primeiro lugar na Categoria Saúde

O deputado federal, Josimar Maranhãozinho, foi contemplado com o Prêmio INOP OGU 2021, escolhido como um dos melhores parlamentares no quesito: Melhores Orçamento na Categoria Saúde.

O Prêmio é uma iniciativa do Instituto Nacional de Orçamento Público – INOP que classifica os parlamentares com base nas emendas orçamentárias por eles destinadas de acordo com as diferentes áreas temáticas do Orçamento Geral da União.

O deputado precisa ainda fazer o agendamento a partir de hoje (10), para receber em Brasília, o certificado e a placa que simboliza o primeiro lugar da categoria Saúde.

 

Mulher é presa com 48 quilos de maconha

Uma mulher que viajava da cidade de Belém (PA) para a capital do Maranhão – São Luís, foi presa em flagrante no povoado São Francisco, no município de Itapecuru-mirim (MA), após revista da Polícia Civil que resultou na apreensão de 48 quilos de maconha e cerca meio quilo de cocaína.

De acordo com Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (SENARC), a prisão foi parte de uma operação de combate ao tráfico de drogas em rodovias do estado, quando passaram a realizar abordagens a transportes coletivos de passageiros, com a utilização do cão farejador Baruck.

Segundo informações, o cão farejador foi quem indicou que nas bagagens de uma mulher havia algo ilícito, e, ao realizarem a inspeção, foi encontrada grande quantidade de entorpecente.

A mulher que não teve sua identidade revelada, confirmou que estava realizando o transporte da droga da capital paraense para o município de São Luís e afirmou que receberia o valor de dois mil reais pelo transporte da droga.

Ela foi encaminhada ao Complexo Penitenciário e deve responder por tráfico de drogas.

Advogado que FAMEM indicava para prefeitos do Maranhão é destaque em reportagem especial sobre negociatas

A Revista Veja revelou, em reportagem neste domingo (9), que “Rancho do Tomaz” é um local que reúne figurões do poder, onde são tomadas grandes decisões da República e conchavos que elegeram os atuais comandantes da Câmara e do Senado.

O dono da propriedade é o brasiliense Willer Tomaz de Souza, que tem como compadre o senador maranhense Weverton Rocha. Na época, em sua própria rede social, o senador publicou o batizado do filho do advogado. Reveja aqui.

Willer Tomaz: “A prova que o MP tinha contra mim era saliva”

ABAIXO A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA DA REVISTA VEJA:

O “Rancho do Tomaz” fica a 75 quilômetros do Palácio do Planalto. Quem chega pela entrada principal não tem noção de quanto o local é aprazível. Um portão de ferro e um muro de quase 3 metros de altura coberto de vegetação impedem olhares mais curiosos. Ao cruzá-lo, é como se surgisse um oásis no meio do cerrado. A terra batida do entorno dá lugar a gramados bem conservados, campo de futebol, piscina, quadra de tênis, gazebos, deque gourmet e um imponente píer.

Uma garagem náutica guarda barcos, lancha e um jet ski. O luxo contrasta com o aspecto rústico do lugarejo que fica às margens de uma lagoa de águas mansas e transparentes. Mas não é somente isso que chama a atenção.

De uns tempos para cá, o rancho passou a receber a visita de figurões, que, não raro, chegam de helicóptero para participar de animadas festas regadas a bebidas caras e boa comida, comemorações que contam com a presença de celebridades e reuniões petit comité em que são discutidas — e dizem até que decididas — questões importantes e sensíveis da República.

O dono da propriedade e anfitrião dos eventos é o brasiliense Willer Tomaz de Souza. É um desconhecido do grande público, mas um advogado de muito sucesso na capital do país. O escritório dele, um dos mais luxuosos da cidade, tem uma lista de clientes de fazer inveja às bancas mais tradicionais. Ele defende o presidente da Câmara, Arthur Lira, além de dezenas de deputados, senadores e governadores de Estado.

Duas décadas atrás, Willer era dono de um pequeno comércio nos arredores de Brasília. O negócio ruiu, ele decidiu cursar direito, abriu um escritório e fez fortuna na mesma velocidade com que arregimentou amigos influentes na política e no Poder Judiciário.

Recentemente, o advogado multiplicou seu prestígio em algumas áreas, diante de uma suposta proximidade que teria com a família do presidente Jair Bolsonaro, embora essa relação, por algum motivo, não possa ser tornada pública.

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Flávio: selfie na chácara do advogado acusado de corrupção

Quem pergunta a respeito ouve como resposta que não existe nenhuma relação — o que não é exatamente verdadeiro. O máximo que ele admite é que conhece superficialmente o senador Flávio Bolsonaro.

“Conheço o Flávio assim como conheço inúmeros senadores. Não sou advogado dele, não tenho negócio com ele, não tenho nada com ele”, garante Willer Tomaz. Indagado sobre o mesmo assunto, o senador não respondeu. Um de seus auxiliares mais próximos confirmou que ele foi apresentado ao advogado há alguns meses. Ponto. Nada além disso. Não são amigos, não trocam ligações, não se frequentam. A imagem acima, porém, mostra que existe alguma coisa não muito bem ajustada na versão contada pelos dois.

Na fotografia, o filho Zero Um do presidente da República registra o pôr do sol numa selfie tirada na beira da Lagoa Formosa, exatamente no píer da chácara do advogado que ele mal conhece. A foto foi postada numa rede social no dia 13 de fevereiro passado, um sábado. No município de Planaltina de Goiás, onde fica o Rancho do Tomaz, há quem jure já ter visto o próprio Jair Bolsonaro aparecer por lá.

“Há uns três meses, o presidente desceu aqui num pequeno helicóptero preto”, diz o funcionário de uma pousada que fica a uma distância de aproximadamente 300 metros da propriedade. É uma cena bastante improvável.

A lista de relacionamentos do advogado inclui juízes, desembargadores e até ministros de tribunais superiores. Em Brasília, essa confraria gera especulações, algumas lendas e muitos boatos. Dizem, só para citar episódios recentes, que o escritório e a chácara de Willer sediaram boa parte das articulações e conchavos que elegeram os atuais comandantes da Câmara e do Senado.

Comenta-se que passa por lá a elaboração de listas de indicações de ministros para cortes superiores e desembargadores para os tribunais federais. Só depois de referendadas pelo advogado e seus amigos mais próximos é que essas indicações chegariam ao Palácio do Planalto — uma insinuação obviamente maldosa. O passado de Willer Tomaz certamente ajuda a explicar a gênese de muitas dessas intrigas.

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Colaboração premiada: delatores dizem que ouviram de Willer a confissão sobre pagamento de propina a procurador

O advogado já foi preso e acusado de corrupção. Para ele e para muitos de seus atuais clientes, o dia 17 de maio dificilmente será esquecido. Nessa data, há quatro anos, o Brasil sofreu um tremendo abalo ao serem divulgados os detalhes do acordo de colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa JBS.

Em troca de benefícios legais, eles confessaram ter pago 1 bilhão de reais em propina a deputados, senadores, governadores, prefeitos e também ao então presidente da República, Michel Temer. Nos dias que se seguiram, centenas de investigações foram instauradas, passou para a história a cena de um parlamentar correndo pela rua com uma mala contendo meio milhão de reais e um procurador da República foi preso sob a acusação de receber propina. Willer, segundo os delatores, teria sido o responsável pelo suborno ao integrante do Ministério Público.

No acordo de colaboração, assinado em 2017, os donos da JBS apresentaram 118 anexos, como são chamados os capítulos que resumem os segredos que o delator se compromete a revelar. Num deles, o de número 11, Joesley relatou que o procurador da República Ângelo Goulart Villela recebia dinheiro para vazar informações de interesse da empresa e influenciar nas decisões de um juiz federal.

O suborno, repassado por Willer Tomaz, envolvia o pagamento de uma mesada de 50 000 reais e um bônus de 1,5 milhão de reais. O advogado é processado por corrupção ativa. Villela, também preso preventivamente, foi afastado do cargo e responde a processo por corrupção passiva. Um episódio dessa magnitude, por razões óbvias, é capaz de fulminar toda uma carreira.

Além da ação criminal, o procurador está respondendo a processo administrativo, teve os vencimentos suspensos desde então e pode ser demitido, para o bem do serviço público. Já a de Willer, ao que parece, não sofreu maiores danos. “Hoje tenho mais de 240 parlamentares como clientes”, diz ele, ressaltando que vai provar sua inocência e mostrar que foi envolvido numa disputa de poder que havia no Ministério Público.

O advogado aposta numa reviravolta no caso a partir do que os próprios delatores disseram recentemente. No último dia 29, Joesley Batista foi ouvido como testemunha no processo administrativo contra o procurador Ângelo Villela. A Veja teve acesso ao trecho do depoimento em que o empresário, ao ser indagado se confirmava as acusações que fizera ao procurador e ao advogado, disse que tudo fez parte de um “statement” para chamar a atenção.

“Eu criei um statement que um juiz, um procurador, 50 000, parece crível essa história, mas até então eu não fazia a menor ideia de quem era Ângelo e jamais autorizei o Willer Tomaz a falar em meu nome, de dar um centavo para o doutor Ângelo, nem 50 000, nem por cento, nem nada”, afirmou o empresário.

Uma declaração não muito simples de compreender. Com base nessa declaração, a defesa do procurador acredita que o caso será encerrado. “Criação significa que não é verdade. É o que me basta. Não me importa entender em que contexto Joesley disse que era uma criação. Interessa que é uma mentira absurda que fez com que o Ângelo ficasse preso”, disse a VEJA o advogado Gustavo Badaró, defensor de Villela. “Isso mostra que a prova que o Ministério Público tinha contra mim era saliva”, completa Willer Tomaz.

Interlocutores da JBS esclarecem que, ao contrário do que interpretaram os advogados envolvidos na denúncia, Joesley Batista não voltou atrás, e sim confirmou o que havia dito antes: ele pessoalmente não pagou propina a Ângelo Villela, o que não quer dizer que o suborno não tenha ocorrido.

O responsável pela contratação dos serviços do procurador, segundo o empresário, era o próprio Willer Tomaz, que recebeu 4 milhões de reais para usar sua experiência, sua influência e, já naquela época, sua extraordinária rede de contatos para evitar que os processos contra a empresa avançassem na Justiça. Daquela vez, não houve motivo para festas.