Crime: revoltada, policial militar desabafa após sofrer assédio sexual e perseguição na própria corporação

Após sofrer assédio sexual e perseguição no 3° Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, em Imperatriz, a policial militar Tatiane Alves de Lima, desabafou em suas redes sociais sobre não ter mais condições de continuar na instituição.

A policial afirma, revoltada, que, por não ceder ao assédio sexual dos seus superiores, foi afastada de suas atividades no policiamento motorizado e, ainda por cima, presa duas vezes. Em um vídeo, Tatiane pede até mesmo para ser exonerada do cargo por não conseguir mais conviver com essa situação que é, no mínimo, vergonhosa.

VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

O coronel Marco Antônio Terra foi acusado, em 2017, de ter cometido agressão dentro do quartel contra uma policial militar, com quem mantinha relacionamento amoroso.

Apesar de grande parte da violência sofrida ter sido documentada por câmeras de segurança nas proximidades do quartel, o acusado nunca foi punido pelo crime.

Até hoje à vítima passa por tratamentos psicológicos e perseguições dentro da corporação, segundo informações. Existem muitos outros casos relatados por policiais femininas que, por medo de reprimidas, agredidas e prejudicadas no próprio serviço, acabam não denunciando os agressores.

De tão frequentes, os assédios sexuais e morais contra as policiais militares brasileiras já viraram até mesmo tema de uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da Fundação Getúlio Vargas. Outros levantamentos apontam que 40% das policiais já sofreram algum tipo de assédio ou perseguição.

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