Por emendas, Weverton flerta com Bolsonaro

O senador pedetista do Maranhão, Weverton Rocha, está com um pé dentro do palácio do planalto.

Weverton opera como uma espécie de ‘bombeiro’ dos presidentes da Câmara dos Deputados e do senado. Quando é preciso, Weverton é acionado por Arthur Lira ou Rodrigo Pacheco para costurar algum acordo ‘silencioso’ que mira os interesses do governo federal e a oposição tanto no senado quanto na Câmara.

Em troca, o senador maranhense é agraciado com emendas vindas direto do governo federal por meio da CODEVASF, ou de outro meio controlado atualmente por caciques de partidos do centrão.

Deve ser por isso o recado de Flávio Dino no Twitter que afirma que “emendas não resolvem tudo.”

Tratoraço: Aluísio Mendes citado em escândalo do governo Bolsonaro

Aluísio Mendes

Matéria do Estadão revelou que sob a guarda do presidente Jair Bolsonaro, nove parlamentares detêm “feudos” na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf).

Aliados do Palácio do Planalto, esses deputados e senadores são padrinhos dos nomes responsáveis por executar o orçamento da estatal, elevado a R$ 2,73 bilhões neste ano, com as emendas no Congresso.

O clube dos mandachuvas tem ingerência sobre os superintendentes regionais e diretores da Codevasf, que decidem a realização de obras e a doação de máquinas para redutos eleitorais. A influência política, demonstrada a cada entrega feita pela estatal, alimenta os planos eleitorais dos parlamentares, e também de seus apadrinhados, muitos deles envolvidos em denúncias de corrupção.

Os congressistas tiveram o aval do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Secretaria de Governo da Presidência para indicar um total de R$ 459 milhões em repasses à Codevasf em dezembro do ano passado. A soma faz parte do pacote de R$ 3 bilhões que o governo distribuiu para atender deputados e senadores. A negociação do Planalto ocorreu sob a promessa de apoio para eleger Arthur Lira (Progressistas-AL) à presidência da Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) ao comando do Senado, em fevereiro deste ano, como revelou o Estadão.

De acordo com o jornal, dois maranhenses figuram na lista. O deputado Hildo Rocha (MDB-MA), único integrante do clube que se colocou contra a eleição de Lira à presidência da Câmara, amargou a demissão de seu indicado, Jones Braga, da 8ª Superintendência Regional, em São Luís. Rocha apoiou Baleia Rossi (MDB-SP), que perdeu a disputa.

A retaliação não tardou. Celso Dias, afilhado político do líder do PSC na Câmara, Aluísio Mendes (MA), entrou no lugar do apadrinhado de Rocha. O Estadão apurou que a troca contou com o apoio de Lira.

‘Mandachuvas’

Os parlamentares e seus indicados para ocupar as superintendências da Codevasf.

Montes Claros (MG)

Carlos Viana (PSD), senador

Indicado: Marco Antônio Graça Câmara

Bom Jesus da Lapa (BA)

Arthur Oliveira Maia (DEM), deputado

Indicado: Harley Xavier Nascimento

Petrolina (PE)

Fernando Bezerra Coelho (MDB), senador

Indicado: Aurivalter Cordeiro

Penedo (AL)

Arthur Lira (Progressistas), deputado

Indicado: Joãozinho Pereira

Juazeiro (BA)

Elmar Nascimento (DEM), deputado

Indicado: José Anselmo Moreira Bispo

Teresina (PI)

Ciro Nogueira (Progressistas), senador

Indicado: Inaldo Pereira Guerra Neto

São Luís (MA)

Aluísio Mendes (PSC), deputado

Indicado: Celso Dias

Palmas (TO)*

Eduardo Gomes (MDB), senador

Macapá (AP)*

Davi Alcolumbre (DEM), senador

*SUPERINTENDÊNCIAS A SEREM CRIADAS

Bolsonaro diz que vai perguntar para PF sobre recursos do COVID destinados ao MA

O presidente Jair Bolsonaro decidiu disparar novos ataques contra o governo do Maranhão, conduzido por Flávio Dino (PCdoB), durante live presidencial realizada nesta quinta-feira (11). Ele chegou a ameaçar usar a Polícia Federal contra a Secretaria Estadual de Saúde, comandada por Carlos Lula.

“O Maranhão é o estado com menor renda per capta do Brasil. Não é à toa que é governado pelo Partido Comunista do Brasil. Onde o comunismo cresce é exatamente em cima da miséria”, disse o presidente durante live. “Nos estados de renda maior, quase não tem deputado desse partido”, completou. O presidente criticava um comentário contra ele feito por Carlos Lula, que também é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

“Nós fizemos… Foi quase R$ 1 bilhão… Ou melhor R$ 300 milhões, especificamente, para leitos de UTI no estado do Maranhão. Cadê os leitos de UTI? Sumiu tudo? O secretário disse que não estamos ajudando. Pra onde foi essa grana? Acho que vou perguntar para a Polícia Federal”, declarou.

Bolsonaro disse hoje (11), em Alcântara, que o Estado não tem motivos para reclamar da falta de leitos, já que o governo federal teria destinado R$ 109 milhões exclusivos para a implantação dos leitos no Maranhão.

“No ano passado, o governo federal dispensou R$ 18 bilhões para o estado do Maranhão. Desses R$ 18 bilhões, R$ 1,3 bilhão foi para Saúde. E R$ 190 milhões foram exclusivamente para leitos de UTI. Então não justifica qualquer reclamação de não haver leitos de UTI para atender os irmãos maranhenses“, declarou Bolsonaro, em cerimônia de entrega de títulos de propriedade.

O governador Flávio Dino rebateu, logo em seguida, as afirmações de Bolsonaro.

“1. Habilitar leitos de UTI no SUS não é favor, é obrigação legal. 2. Ação judicial que entramos se refere ao exercício de 2021, não de 2020. A pandemia não acabou, infelizmente. 3. O governo do Estado não recebeu o montante que Bolsonaro mencionou“, esclareceu Dino.

O governador Flávio Dino ajuizou ontem uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o governo federal reative o pagamento de leitos de UTI para atendimento de covid-19.

Na ação protocolada junto ao STF, o Maranhão relatou que os leitos de UTI financiados pelo Ministério da Saúde se reduziram drasticamente. Até dezembro de 2020, 12.003 estavam habilitados pelo governo federal. Em fevereiro, essa quantidade caiu para 3.187, apesar do estado ter pedido habilitação de centenas de novos leitos.

Joonh Cutrim

Com salários atrasados, Dino quer homenagear profissionais de saúde com vacinação do governo federal

governador Flávio Dino (PCdoB) não demorou muito para fazer muita mídia com o início das vacinações em território maranhense.

Como uma espécie de João Dória, Flávio Dino divulgou o nome das primeiras pessoas que devem ser vacinadas ainda na noite de hoje, segunda-feira.

Só mídia.

Será somente um ato para mascarar a incompetência de sua gestão à frente da Saúde. A vacinação não vai prosseguir madrugada a dentro, ou seja, não é de fato o início das vacinações. E quando ele diz que é uma homenagem aos “profissionais da linha de frente contra a pandemia”, o governador Flávio Dino não deve levar em conta os dois meses de salário atrasados dos profissionais de saúde. O descaso foi revelado, hoje, pelo blog do Werberth Saraiva.

Celso de Mello arquiva pedido do PSOL para afastar Bolsonaro

O ministro Celso de Mello arquivou uma notícia-crime protocolada no STF pelo PSOL pedindo o afastamento de Jair Bolsonaro por improbidade administrativa.

O partido se baseou nas informações dadas por Sergio Moro quando anunciou sua demissão, de que o presidente queria interferir na Polícia Federal.

Após receber a denúncia, Celso de Mello pediu a opinião da PGR e decidiu pelo arquivamento.

Lauro Jardim

Ministros trabalham para que Moro fique

Os ministros palacianos — ou seja, os generais no entorno de Jair Bolsonaro — trabalham com afinco neste momento para tentar segurar Sérgio Moro no governo.

O centro da questão é: se Bolsonaro quiser enfiar goela abaixo um nome para a direção da PF que não seja o da escolha de Moro fica difícil que o fogo apague.

Pela tradição, o diretor da PF que sai indica uma série de nomes (em geral seus assessores mais próximos, superintendentes regionais ou adidos no exterior) ao ministro da Justiça. Este leva o seu escolhido ao presidente da República, que chancela a indicação. A ideia de subverter esse jogo e a nomeação vir diretamente de Bolsonaro é uma humilhação (mais uma) que Moro não parece disposto a aceitar.

Bolsonaro entrega FNDE ao PP de André Fufuca

André Fufuca

Partidos do centrão assumiram nesta quarta-feira (22) uma posição diferente, protagonista, em defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro, após uma sequência de conversas para garantir a governabilidade.

Como um dos primeiros sinais desse entendimento, o governo convidou o Progressistas (PP) a indicar o presidente do ambicionado Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do  Ministério da Educação cujo orçamento e de cerca de R$60 bilhões por ano.

Em 2019, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, obteve a presidência do FNDE como condição de manter relacionamento positivo com o governo, mas, como não cumpriu sua parte no acordo, Bolsonaro demitiu seu indicado, Rodrigo Dias, ex-presidente da Funasa e primo do ex-ministro Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos do governo João Doria.

O PP é comandado no Maranhão pelo deputado federal André Fufuca.

Bastidores de Bsb.

Bolsonaro entrega banco do nordeste ao PL de Josimar Maranhãozinho

Os partidos do centrão fecharam o desenho do cargos a que terão direito no governo e o Palácio do Planalto faz agora uma pesquisa detalhada sobre os nomes que foram indicados por Progressistas, PL e Republicanos. O ponto central do pente-fino é buscar qualquer associação dos postulantes ao cargo com o PT. As siglas foram avisadas de que haverá pesquisa profunda na internet para saber se os indicados “seguem” alguém da oposição nas redes sociais ou se já doaram recursos para algum candidato do PT.”

A matéria ainda informa que “a indicação fez com que o centrão corresse para alertar seus indicados a fazer “uma limpa” em seus perfis na internet. Pelo acerto discutido hoje (21) com o governo federal, o PL, de Valdemar Costa Neto, ficará com a presidência do Banco do Nordeste e a secretaria de vigilância em saúde no Ministério da Saúde.”

O PL é comandado pelo deputado federal Josimar Maranhãozinho no Maranhão.

Informações de Bsb.

Bolsonaro assina MP que desobriga publicação de licitação em jornais

Jair Messias Bolsonaro

As licitações públicas, editais de concursos e de leilões não precisam mais ser publicados em jornais impressos de grande circulação. Uma medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, e publicada nesta segunda-feira (9/9) no Diário Oficial da União, determina que basta serem publicadas na imprensa oficial ou no site do órgão responsável pelo processo.

O governo já havia alegado que a publicação em jornais está ultrapassada e “representa gasto adicional e injustificado para os cofres públicos, que hoje passam por desequilíbrio fiscal”.

Em agosto, Bolsonaro já havia assinado uma medida provisória permitindo que as empresas de capital aberto publicassem seus balanços financeiros em seus sites, e não em jornais impressos.

Bolsonaro exclui vaga de médico e de jurista do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas

Presidente Jair Bolsonaro em evento no Palácio do Planalto, em junho, ao lado do ministro da Justiça. Sérgio Moro, que preside o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas — Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro excluiu, por meio de decreto, as vagas destinadas a especialistas e integrantes da sociedade civil — incluindo médico, psicólogo e jurista — do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad). O decreto também proíbe que discussões do Conad se tornem públicas sem autorização prévia.

O conselho tem entre suas funções aprovar o plano nacional de políticas sobre o tema. Os conselheiros não são remunerados pelas funções exercidas no colegiado. O decreto foi publicado nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial da União.

Criado em 2006, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Conad era composto por 31 representantes. Desse total, havia 17 pessoas com cargo de ministro ou indicadas por ministérios e órgãos federais, além de um integrante de conselho estadual sobre drogas. Os outros 13 eram os representantes da sociedade civil e especialistas que foram excluídos.