Deputados questionam presidência da Assembléia sobre inércia após suposta operação ilegal contra deputada

Othelino Neto

A deputada estadual Detinha (PL), segunda vice-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, partiu para cima do presidente da Casa, Othelino Neto (PCdoB), por ter ficado inerte sobre a suposta operação ilegal do Ministério Público e do Judiciário.

“Solidariedade e nota eu aguardei até agora”, disse Detinha em discurso endereçado a Othelino. Vários deputados, governistas e de oposição, cobraram da diretoria jurídica do parlamento e da própria presidência, um posicionamento mais duro.

Na época da operação, alguns deputados chegaram a declarar apoio à Detinha e ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). Quem puxou o desagravo da ação foi o deputado estadual Wellington do Curso. Na ocasião nem Detinha, nem Othelino estavam na sessão.

Othelino confidenciou que agiu da forma que julga o certo: na calada, nos bastidores. O presidente da Alema disse que ligou para o procurador-geral de Justiça, Eduardo Nicolau, e este lhe disse que a operação foi feita toda dentro dos critérios técnicos e jurídicos. E Othelino aceitou a defesa do membro do Ministério Público, deixando a Casa legislativa suscetível a outras ações da mesma natureza.

Na semana passada, a Justiça anulou as buscas do Gaeco e Seccor em operação contra Josimar que também atingiu a deputada Detinha. O desembargador Bayma Araújo, do Tribunal de Justiça do Maranhão, entendeu que primeira instância do judiciário era incompetente para atuar no caso. Bayma também suspendeu o processo investigatório criminal relacionado à apuração.

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