Como é que é, meu caro Weverton???

Para o senador Weverton o baixo número de votos recebidos pelas candidatas do PSL não é prova de que houve má-fé

Um dos maiores críticos do governo Bolsonaro, o senador Weverton Rocha (PDT-MA), defendeu o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio e disse que ele está sendo massacrado há nove meses: “um sangramento desproporcional, quando todos sabem que é preciso melhorar a legislação”. Segundo Weverton, em todas as eleições, os partidos recebem notificação da Justiça Eleitoral para que incluam mulheres nas chapas, e aí começa o desespero para achar candidatas.

— Esse é um problema que não foi o Marcelo Álvaro quem criou, nem o João, nem a Maria. Precisamos que as mulheres participem efetivamente da política. Enquanto isso não acontece, o que precisa ficar claro aqui é se houve dolo na conduta. Ele roubou dinheiro do fundo para se enriquecer? Eu sei que não, porque o conheço.

Para Weverton, se houve erro na montagem da chapa, isso precisa ser discutido na política.

— Hoje foi com o PSL, amanhã pode ser com qualquer outro partido.

Convocado

O ministro Marcelo Álvaro depôs nesta terça-feira (22), em uma audiência pública da Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). Ele foi convocado para explicar denúncias de que candidatas do partido em Minas Gerais teriam sido coagidas a devolver ao PSL recursos de campanha oriundos do fundo partidário. Elas teriam concorrido apenas para cumprir a lei que destina 30% do dinheiro a candidaturas femininas. Com informações da Agência Senado.

Como é que é, meu caro Weverton???

 

Deputado Pará Figueiredo pode ter mandato cassado após entendimento do TSE sobre candidaturas laranjas

Deputado Pará Figueiredo

Por 4 votos a 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, na noite desta terça-feira (17), que os casos de candidaturas de fachada – conhecidas como “laranja” – devem levar à cassação de toda a chapa, e não apenas dos candidatos que se aproveitaram da prática.

As candidaturas laranja são recorrentemente utilizadas para fraudar a cota eleitoral destinada a mulheres, que é de 30%.

O entendimento desta terça-feira (17) do TSE foi relacionada à candidaturas laranjas em coligação para o cargo de vereador na cidade de Valença do Piauí (PI), mas abre precedente para o caso do laranjal do PSL. Com a decisão, a Justiça Eleitoral determinou que a presença de cinco candidatas laranjas entre as candidaturas deveria levar à cassação de toda a chapa, formada por um total de 29 candidatos, entre eleitos e não eleitos.

No Maranhão o Ministério Público Eleitoral (MPE) já pediu a cassação do mandato do deputado estadual Karlos Parabuçu Santos Figueiredo dos Anjos, o Pará Figueiredo (PSL). Ele é filho do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Joaquim Figueiredo.

Segundo o procurador-regional Eleitoral, Pedro Henrique Castelo Branco, autor da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime), ele teria sido beneficiado eleitoralmente por meio de candidaturas femininas fictícias de seu partido, nas eleições de 2018.

No Maranhão o Ministério Público Eleitoral (MPE) já pediu a cassação do mandato do deputado estadual Karlos Parabuçu Santos Figueiredo dos Anjos, o Pará Figueiredo (PSL). Ele é filho do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, Joaquim Figueiredo.

Segundo o procurador-regional Eleitoral, Pedro Henrique Castelo Branco, autor da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime), ele teria sido beneficiado eleitoralmente por meio de candidaturas femininas fictícias de seu partido, nas eleições de 2018.

Em resposta ao editor chefe do Atual7, em ocasião anterior, Pará Figueiredo disse que confia na Justiça. E confia também no trabalho que o PSL sempre desenvolveu a frente da presidência estadual da legenda. Sobre as eleições de 2018, o partido fez exatamente o que prevê a Justiça Eleitoral: apresentou candidaturas de mulheres que representaram 30% do total de candidatos segundo Figueiredo.