Cadê a Crise? EMAP e SEINC doam quase R$ 1 milhão para EXPOEMA

Apesar da crise financeira que o país atravessa, a Empresa Maranhense de Administração Portuária – EMAP e a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão – SEINC doam juntas quase um milhão de reais para 61° EXPOEMA – Exposição Agropecuária do Maranhão.

Em dois processos licitatórios a empresa doa a quantia de 583.950,62. Os processos N.º 1536/2019 e N.º 1488/2019 foram autorizados pelo presidente da instituição Eduardo de Carvalho Lago Filho.

Nos processos a empresa alega que o dinheiro será investido na contratação da empresa Promoções e Eventos Ltda, para a prestação de serviço de elaboração do projeto executivo e básico, criação de layout, construção, instalação de equipamentos audiovisuais, montagem e desmontagem de estande e serviços de organização e buffet para a realização da 61° EXPOEMA – Exposição Agropecuária do Maranhão, que acontecerá entre os dias 20 e 27 de outubro de 2019 no Parque Independência em São Luís, Maranhão. A contratação da empresa custará aos cofres públicos o valor total de R$ 283.950,62.

Não satisfeita a empresa doara mais R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) com os fins não especificados. Na licitação Nº 1488/2019 consta apenas como concessão de apoio financeiro (patrocínio) visando à realização da 61° edição da EXPOEMA.

Pelo que parece não é só a EMAP que está com dinheiro sobrando no caixa, a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Maranhão – SEINC através do processo Nº 0146615/2019 doara 400.000,00 (quatrocentos mil reais) a Associação dos Criadores do Estado do Maranhão, também como apoio a realização da EXPOEMA. Segundo a SEINC, o dinheiro servirá para construção de vitrines e transferência de informações.

Juntas, as instituições doaram 983.950,62 valores aproximadamente a um 1milhão de reais, uma verdadeira farra de gastos desnecessários com o dinheiro público, tendo em vista a crise financeira que o país atravessa. Além disso, desconsiderando o crescimento do desemprego e falta de investimentos em setores primordiais como da saúde e educação no país.

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