Othelino acredita que novo momento politico do Brasil motivou conversa entre Sarney e Flávio Dino

Governador Flávio Dino e deputado Othelino Neto

O fato  que mais repercutiu essa semana  no Maranhão foi o encontro histórico entre dois adversários políticos. O governador Flávio Dino(PCdoB) e o ex-presidente da republica José Sarney(MDB).

“Hoje conversei com o ex-presidente José Sarney sobre quadro nacional. Apresentei a ele a minha avaliação de que a democracia brasileira corre perigo, em face dos graves fatos que estamos assistindo. Já estive com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, com a mesma preocupação”,publicou o governador.

A polarização política  provoca os mesmos efeitos de  uma divisão celular. A partir dela, só mesmo a dinâmica da conjuntura vai definir os parâmetros de sobrevivência na cena política. Na nova célula, adversários ou mesmo inimigos, são obrigados a se unir ou ser engolidos pelo processo. 

O fato repercutiu hoje no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão. O presidente da casa, Othelino Neto(PCdoB) avaliou como positiva a conversa entre as duas lideranças no momento na busca de um novo caminho para a oposição ao governo Bolsonaro, já visando as eleições de 2022.

” O encontro entre o governador Flávio Dino e o ex-presidente Sarney é um ato de repercussão nacional. É com muita alegria de ver essa conversa. Essa quadra histórica do  Brasil, onde vivenciamos os problemas que estamos enfrentando. Com a falta de perspectiva de solução, ela requer que os políticos responsáveis, dialoguem e conversem. Espero que encontremos saídas menos traumáticas possíveis para nosso país. Essa conversa extrapola as diferenças políticas locais. Quando um e outro, com a importância política que cada um tem, se dispõe a convergir e deixar as questões paroquias de lado  e discutir as o Brasil , isso é razão de satisfação para todos nós, “enfatizou o presidente num aparte do deputado Roberto Costa(MDB).

 

Sarney recebe R$ 73.540,76 mensalmente de aposentadoria

Segundo levantamento da equipe de checagem do GLOBO, o ex-senador José Sarney ganha R$ 73.540,76 mensalmente de aposentadoria, um somatório dos benefícios que recebe por ter exercido os cargos de analista judiciário no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), governador do Maranhão e senador. Pela primeira função, ganha R$ 14.033,58. A pensão do ex-governador é de R$ 30.471 e pelos mandatos como senador, ganha R$ 29.036,18.

Por acumular as aposentadorias e receber acima do teto salarial de R$ 33.763, que corresponde ao que recebe um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça Federal de Brasília emitiu, em 25 de agosto de 2016, uma sentença que obriga Sarney a devolver aos cofres públicos o que ganhou a mais nos cinco anos anteriores à data de ajuizamento da ação. Sarney recorre da decisão.

Já o presidente Michel Temer se aposentou em 1999 como procurador do estado de São Paulo. Em outubro de 2017, o valor pago a Temer foi de R$ 45.050. Com o abatimento do teto previsto para o cargo, seu rendimento final ficou em R$ 22,1 mil naquele mês. O GLOBO mostrou que, por não ter feito a prova de vida, o presidente está com o benefício suspenso.

O ex-presidente Fernando Henrique apesar de ter exercido o cargo de senador, FH não consta na lista de pensionistas do Senado. O ex-presidente recebe, porém, aposentadoria de R$ 25.089,67 como professor catedrático da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).

Aposentado desde 2014, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa recebeu um salário bruto de R$ 50.644,50 em janeiro de 2018. Ainda assim, a aposentadoria paga a ele não pode ultrapassar o teto de R$ 33.763 — é este o valor líquido que consta na folha de pagamento do magistrado.

O atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebe aposentadoria pelo cargo de deputado federal no valor de R$ 19.389,61. Já Álvaro Dias, aposentado pelo Senado Federal, recebe mensalmente R$ 33.763.

Até 1997, os políticos se aposentavam com oito anos de mandato e a partir dos 50 anos de idade. Eles contribuíam para o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), que faliu. Desde então, deputados federais e senadores cumprem as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC). Para receber o valor integral da aposentadoria, o parlamentar precisa ter 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade.

O parlamentar pode somar a contribuição do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que ele fez antes de entrar para um cargo político, com a do PSSC. No entanto, se a contribuição ao PSSC for de apenas um ano, a aposentadoria será de 1/35 do salário atual (R$ 33.763,00), ou seja, R$ 964,65.