Quem são os 5 parlamentares “mais lisos” da Assembleia Legislativa

Os olhares sempre estão voltados para os políticos que possuem mais bens e riqueza, essas muitas vezes acumulada ao longo de uma vida pública.

O blog do Werbeth Saraiva levantou dados da lista de bens declarados dos atuais deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Os bens foram declarados na eleição de 2018 e serviram como base da checagem, o intuito é colocar todos em um mesmo patamar de comparação.

Os dois primeiros, os deputados Rildo Amaral (Solidariedade) e Mical Damasceno (PTB), declararam para a Justiça Eleitoral não possuir nenhum bem material, contendo a informação de “nenhum bem cadastrado”.

Mesmo sem possuir fortuna, os candidatos à época não fizeram a campanha com as “mãos abanando”. Enquanto, Rildo Amaral recebeu R$79.298,90 para fazer sua campanha, a deputada Mical Damasceno arrecadou R$ 450 mil, sendo que 97,78% dos recursos recebidos foram da direção nacional do seu partido.

A generosidade da direção do Solidariedade foi menor, com apenas R$ 35 mil que Rildo recebeu de Simplício Araújo (Solidariedade), candidato a deputado federal e presidente do partido no Maranhão.

Confira a lista dos 5 deputados menos ricos da Assembleia Legislativa do Maranhão

1- Rildo Amaral (Solidariedade) – Nenhum bem cadastrado

2- Mical Damasceno (PTB) – Nenhum bem cadastrado

3- Daniela Tema (DEM) – R$ 155 040,00

4- Socorro Waquim (MDB) – R$ 235.000,00

5- Betel Gomes (PRTB) – R$ 381.750,00

Península: Os ricos venceram

Sob o argumento de proteção sanitária, por conta do novo coronavírus, o Governo do Maranhão realizou uma Operação de “higienização” da Península da Ponta da Areia, coordenado pela Vigilância Sanitária e atendendo aos interesses das ‘Famílias da Península’, como ‘bem’ definiu um empresário da região.

A vizinhança da Península é formada por funcionários públicos do alto escalão, magistrados, empreiteiros, políticos, empresários, classe média e muitos novos ricos. No passado, já foi proposto o ‘isolamento social’ dos moradores da pontinha da Ponta da Areia com os moradores das outras áreas da cidade.

A ideia ganhou apoio de um deputado federal que disse não querer a presença de vans e motos táxis na região. Agora o tema voltou à tona depois de um pagode feito ao ar livre, na praia. A “nova” praia de São Luís começou a chamar atenção não só dos moradores da região, mas também dos bairros mais periféricos, por isso as autoridades se adiantaram de não permitir mais nenhuma exploração comercial na faixa de areia. Muitas pessoas, porém, têm se organizado para fazer uma festa no próximo sábado, há vários grupos de WhatsApp lotados com o mesmo intuito. É uma forma de protesto.

O engraçado que enquanto o governo proíbe aglomerações, as reuniões políticas cada vez estão mais cheias e nenhuma autoridade sanitária emite uma nota de repúdio.