Obra de maternidade orçada em R$ 25 milhões vira praça na Cidade Operária

A obra da Maternidade da Cidade Operária vai virar uma praça. A construção, anunciada pela gestão municipal em 2013, está parada há vários anos e mesmo assim já recebeu investimentos de quase R$ 4 milhões de reais. A obra foi orçada em R$ 25 milhões, sendo um milhão o valor da contrapartida da Prefeitura. O repasse do restante do recurso foi suspenso pelo Ministério da Saúde, considerando que a conclusão dos serviços estava prevista para agosto de 2018.

O fato é que cerca de R$ 4 milhões já foram investidos na construção da unidade de saúde e, agora, sem que haja comprovação concreta de onde foram parar os recursos, uma nova obra está em andamento no local: uma praça no valor de mais de dois milhões de reais, para ser mais exato R$ 2.505.518,53, conforme descrito na placa já instalada na área.

Os trabalhos de construção da maternidade sempre cobrada pela população, especialmente por moradores da área, pararam ainda na fase de fundação do terreno e levantamento dos pilares. Agora, para a construção da praça, toda a estrutura antiga que havia no espaço foi demolida.

A denúncia e suspeita de desvio de recursos públicos ganharam repercussão na Câmara de Vereadores. “A gente já vem denunciando há bastante tempo a paralisação desta importante obra. Já gastaram quase quatro milhões de reais e não entregaram a obra. Agora, a maternidade vai ficar no esquecimento, já que no lugar a Prefeitura de São Luís já está construindo esta praça. Queria que o prefeito Edivaldo fosse visitar essa obra e explicasse para a população onde foram parar o dinheiro já investido”, questionou o vereador Estevão Aragão (PSDB).

Com a suspensão dos repasses e a rescisão contratual com a empresa responsável pela obra, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) chegou a dizer que a obra passaria por nova licitação para a continuidade aos serviços, o que não aconteceu. Agora, além de ter que contentar com a praça, a população deseja saber: Onde foram parar os quatro milhões? O caso será levado a órgãos fiscalizadores, como o Ministério Público, que investigará a situação da obra.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), o Governo Federal cancelou todos os convênios que tinha com a Prefeitura. Sobre os recursos liberados, a Semus confirma que foram aplicados na obra e acrescenta que a Caixa Econômica atestou os serviços. A secretaria destaca ainda que Prefeitura de São Luís não deu continuidade à obra por não dispor de recursos suficientes e que a prestação de contas referente ao convênio já foi realizada ao Governo Federal, não restando pendências junto ao ente.

Clique e veja os valores já liberados pelo Governo Federal

Silêncio de Edivaldo sobre operação na SEMUS pode ser confissão de culpa

Lula Fylho e o prefeito Edivaldo Holanda Jr

Diante da investigação de um esquema milionário que envolve uma das suas principais secretarias, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior optou pelo silencio, levando à população o sentimento de estranheza e motivos de questionamentos sobre a sua gestão.

Para começar, um gestor sério, no mínimo, se importaria de prestar esclarecimento público, diante do escândalo que põe em xeque seu comando na frente do sistema administrativo do município.

O não pronunciamento de Edivaldo faz parecer que o gestor é conivente com o escândalo, pois até o momento, não há notícias de punição aos agentes públicos suspeitos de estarem envolvidos nas investigações.

Uma das medidas cabíveis nesse momento, e esperada pela população de São Luís, é a exoneração do secretário de saúde Lula Filho. Ou seja, como que a sociedade, no meio de uma pandemia, vai creditar em um gestor que está sendo acusado de participar de um esquema milionário envolvendo dinheiro público?

O silêncio de Edivaldo leva a população a desconfiar ainda mais da sua péssima gestão, e agora nasce a desconfiança da suposta participação no esquema.

Como diz um velho ditado: Quem cala, consente!

Secretário Lula Fylho firmou contratos com duas das empresas da quadrilha de empresários com prisões decretadas

Prefeito Edivaldo Holanda Jr. e secretário Lula Fylho. Foto: reprodução, google

Os empresários Alexandre Chuairy Cunha, Sormane Silva Santana e João de Deus Souza Lima Júnior, formam um conjunto de empresas envolvidas e um esquema milionário que estão faturando alto com os contratos do covid-19.

As investigações apontas as empresas Precision Soluções, CJ Comercio Saneantes, Global Diagnósticos e Pleno Distribuidora como epicentro do esquema.

A secretária de saúde do município de São Luís que é comandada pelo secretário Lula Fylho, firmou contratos com pelo menos duas empresas pertencentes a organização criminosa.

Com a Precision Soluções, a Secretária de Saúde de São Luís – SEMED, fechou um contrato de R$ 2.673.000,00 para aquisição de mascaras descartáveis. Já a empresa C.J Comercio Saneamentos, firmou contrato com a gestão de Lula Fylho, também para aquisição de EPIs e insumos para o Covid-19, o valor desse contrato foi de R$ 495.000.00.

 Outro Lado

O secretário Lula Fylho afirmou ao blog do Werbeth Saraiva, que se os casos forem relacionados á semus de São Luís, ele, irá se posicionar.

Veja os contratos: