Espionagem: Joaquim Figueiredo encaminha pedido de investigação à PGJ, STF e CNJ

Presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão quer que denúncias dos delegados Tiago Bardal e Ney Anderson sejam apuradas

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Joaquim Figueiredo, pediu formalmente a abertura de investigação sobre as denúncias dos delegados de Polícia Civil Tiago Bardal e Ney Anderson Gaspar contra o secretário estadual da Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, de suposta ordem para espionagem a desembargadores da corte maranhense.

Segundo apurou o ATUAL7, os ofícios foram encaminhados, nessa segunda-feira 20, ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli; ao chefe da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) do Maranhão, promotor Luiz Gonzaga Martins Coelho; e ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Humberto Martins.

De acordo com os delegados maranhenses, o titular da SSP-MA teria ordenado a equipes da inteligência da Polícia Civil, por diversas vezes, a realização de monitoramento a desembargadores do TJ-MA, além de interceptações telefônicas e escutas ambientais ilegais a familiares e assessores de quase meia dúzia destes, com o objetivo de encontrar indícios de crimes que pudessem embasar pedidos de prisão dos magistrados. Também teria classificado como “bandidos” juízes maranhenses de primeira instância.

Portela nega as acusações, sempre desqualificando Tiago Bardal, em razão do ex-chefe da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) se encontrar preso por suposto sumiço de carga suspeita de ser oriunda de contrabando. Contra Ney Anderson, que é ex-chefe do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), o secretário apenas ameaça abrir processos criminais.

Em tese, para evitar possíveis embaraços às investigação, Jefferson Portela deve ser alvo de um pedido de afastamento do cargo na Justiça. Para estancar a iminência de agravamento do escândalo, o governador Flávio Dino (PCdoB) pode se antecipar e substituí-lo do cargo.

Atual7

Deputados aliados do governo querem saída de Portela do comando da SSP-MA

Jefferson Portela

Em meio a novas revelações de suposta espionagem determinada pelo secretário da Segurança Pública, delegado Jefferson Portela, a desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, deputados e até aliados próximos de Flávio Dino. Os parlamentares querem de qualquer forma o desligamento de Portela do comando da SSP-MA.

Um bloco de deputados da base do governador se mobilizam para pedir  antecipadamente a saída do comandante da SSP-MA. Os parlamentares não escondem de ninguém, o incômodo causado com as revelações dos delegados Bardal e Ney Anderson.

Jefferson Portela é denunciado na Policia Federal por tortura, prevaricação,abuso de autoridade,e associação criminosa.

Na tarde de segunda-feira (16), o soldado da Polícia Militar Fernando Paiva Moraes Júnior, 25 anos, preso no esquema de contrabando, levou ao conhecimento do juiz federal substituto, Luís Regis Bomfim Filho, da 1ª Vara Federal Criminal, uma bomba atômica que explodirá o sistema de segurança pública do Maranhão.

Durante oitiva, o policial fez relatos estarrecedores ao magistrado, conforme vídeo obtido com exclusividade pelo Blog do Neto Ferreira, sobre uma trama orquestrada pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, para envolver um deputado estadual e outros dois delegados de Polícia Civil na organização criminosa especializada no contrabando de cigarros e descaminho de bebidas para São Luís.

 Jefferson Portela denunciado na Policia Federal 

O advogado do policial Paiva chega a falar ao juiz que fez uma  notíciacrime na Policia Federal contra o secretario de segurança pública do Maranhão Jefferson Portela e os procuradores. O juiz chega a dizer que tanto Jeffersom Portela quantos os procuradores tem o chamado Foro privilegiado e que não seria de sua competência o caso da denúncia, mais o advogado seguiu:

“Uma ocorrência que registrei na Policia Federal contra os procuradores e o secretário de segurança, por cinco condutas tipicas no código penal brasileiro a questão da tortura, prevaricação,coação no curso do processo, abuso de autoridade,e associação criminosa.” 

Aos 25:55 minutos do vídeo de quase 30 minutos o advogado fala da queixa crime que registrou na PF contra o secretário de segurança pública do governo Dino.