Flávio Dino adoça recado de Brandão para Weverton

O governador Flávio Dino fez um retweet do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) em que o tucano diz que agora é momento para trabalhar. “Chegará o momento de discutirmos sobre 2022. O governador Flávio Dino saberá conduzir o processo da melhor forma e pensando, sempre, no Maranhão”, diz o tweet de Brandão, agora reforçado pelo líder político Flávio Dino.

O senador Weverton Rocha (PDT) tem a cada dia esticado a corda para estabelecer sua candidatura e os Leões que moram no Palácio olham esse movimento como “afoito” e “fora de hora”. Nos últimos dias, Rocha implorou para o presidente do PDT, Carlos Luppi, mandar um recado informando o governador de que ele [Weverton] será candidato com ou sem apoio de Dino.

Vale lembrar que Weverton tem todo direito de ser candidato, mas em dadas circunstâncias tem que abdicar do poder político e econômico que possui debaixo das asas de Flávio Dino. Resta saber se Weverton tem a coragem o suficiente para isso. Até agora age no famoso “morde e assopra”.

Em reunião, Dino descarta pesquisa como ‘critério de escolha’ de candidato em 2022

Segundo Dino, se fosse depender de pesquisa um ano antes da eleição, nenhum dos dois teria sido sequer candidato, uma vez que pontuavam bem baixo meses antes do pleito – situação parecida, ainda, com a do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que tinha menos de 5% quando foi escolhido candidato do grupo em São Luís em 2012.

Não procede a informação de que o governador Flávio Dino (PCdoB) teria decidido, na reunião com o pedetista e Brandão, no Palácio dos Leões, que pesquisas seriam realizadas para a definição do candidato do grupo em 2022.

Análise: Brandão, o Republicanos, o PSDB e ….. Cleber Verde

Anúncio da filiação de Gil Cutrim ao PRB.

Os anos de política acumulados por Carlos Brandão, que hoje ocupa a vice-governadoria do Maranhão, serviram para não cair em ciladas. Brandão, hoje no PSDB, soube ao longo do tempo ter fidelidade partidária, mas acima de tudo saber a hora de tirar o time de campo.

No Republicanos, Brandão ajudou a crescer o partido no Maranhão. O mesmo crescimento do PSDB quando o vice-governador era presidente antes de sair em 2017. Conquistando várias prefeituras sob as hostes do tucanato em 2016, Carlos Brandão também deixou mais republicano o Maranhão nas últimas eleições.

Foi pelas portas da frente que Carlos Brandão saiu e entrou do PSDB. E a volta recente ao ninho tucano explica que os anos acumulados na política fizeram o sucessor de Flávio Dino sentir, de longe, o cheiro de traição que pairava no partido da Igreja Universal.

Cleber Verde, presidente do Republicanos no Maranhão, anda com o fantasma da destituição e tem conjugado, desde sempre, a condução partidária com a garantia do seu mandato de deputado federal. E mesmo sem reivindicar protagonismo, o vice-governador Carlos Brandão era peça principal no partido e, por isso, foi condecorado com o cargo de vice-presidente nacional do partido.

Cléber verde ao lado de Brandão.

Cadeira de consolação com status, mas sem alcance administrativo, já que a vida partidária é feita nos diretórios. Cleber sabe e sempre soube disso. Por isso articulou um posto mais alto em que o seu correligionário de estrela maior tivesse menos poder (de fato) que ele próprio. E engana-se quem pensa que Brandão não conhece Verde. Tanto conhece, que sabe que esses flertes são momentâneos, principalmente partindo do deputado Verde, que faz a construção do partido pensando em sua próxima eleição.

Carlos Brandão passou por um livramento.

Brandão começa a assombrar o poderoso Weverton Rocha

O poderio de Weverton Rocha (PDT), senador da República, parece ser feito de castelo de areia. Bastou a ascensão natural do vice-governador, Carlos Brandão (Republicanos), ficar mais evidente por se tratar do óbvio, que Weverton moveu o céu e a terra e tratou de querer atingir o candidato natural de Flávio Dino (PCdoB).

Até uma enquete, de um site de notícias, que têm o mesmo valor científico que um levantamento em uma roda de conversas do Bar do Léo foi utilizada para menosprezar o tamanho de um vice-governador, que aos passos largos tem se notabilizado pelos verdadeiros “players” do jogo político e, naturalmente, será lembrado pelo eleitorado como o candidato que dará continuidade ao governo de Flávio Dino.

Nos bastidores controlados sob os interesses do senador Weverton, o pedetista continua como franco favorito. Nos gestos e movimentações de Flávio Dino, Brandão será o próximo governador com seu apoio para uma reeleição.

E para Weverton basta um caminho, o da oposição. Mas falta-lhe coragem e coerência política para bater de frente com os leões do Palácio. Enquanto isso, vai agindo como inimigo no submundo dos interesses escusos da política.

Flávio Dino assume que Brandão é seu candidato ao governo

Em reunião com núcleo central do Palácio dos Leões, governador deixou transparecer que Márcio Jerry pode ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa

O governador Flávio Dino (PCdoB) assumiu abertamente, pela primeira vez, que o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) é seu candidato à sucessão ao Palácio dos Leões em 2022. O anúncio foi feito a integrantes do núcleo central do Palácio dos Leões, todos postulantes à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Maranhão, durante reunião na semana passada sobre o pleito do próximo ano.

Estiveram presentes Carlos Lula (Saúde), Rodrigo Lago (Agricultura Familiar), Felipe Camarão (Educação), Rubens Pereira Júnior (Articulação Política), Rogério Cafeteira (Esporte e Lazer), Clayton Noleto (Infraestrutura), Jefferson Portela (Segurança Pública), Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano), Simplício Araújo (Indústria e Comércio), Chico Gonçalves (Direitos Humanos e Participação Popular), Júlio César Mendonça (Agerp) e Ednaldo Neves (adjunto da Articulação Política).

Marcelo Tavares (Casa Civil) também participou da reunião, mas não disputará o pleito de 2022 por já ter caminho certo para o TCE (Tribunal de Contas do Estado) na vaga do conselheiro Nonato Lago, que deixa a corte em setembro deste ano, por aposentadoria compulsória.

Segundo relatos feitos ao ATUAL7, Dino externou sobre a importância de, até o próximo semestre, a chapa majoritária e distribuição de partidos e candidatos a deputado federal e estadual já estarem montadas. E disse que voltou a conversar com Weverton Rocha (PDT) sobre a “escolha e unidade” em torno de Carlos Brandão (Republicanos) como candidato único do grupo à sucessão estadual.

ATUAL7

Carlos Brandão tem força política reconhecida nacionalmente

O martelo foi batido durante a XIV Convenção Nacional do partido, que aconteceu na última terça-feira (7), em sua nova sede em Brasília. Na mesma ocasião, ficou definido que, a partir de agora, o PRB passa a se chamar Republicanos.

Brandão assume a vice-presidência de um partido que, desde a primeira eleição da qual participou, em 2006, só vem crescendo, sendo o único do país que mantém crescimento contínuo, segundo dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Na primeira disputa elegeu um deputado para o Congresso Nacional. Hoje, o Republicanos conta com 30 deputados federais.

Mesmo estando filiado há pouco tempo, o vice-governador tem seu trabalho como político reconhecido e valorizado. Agora, é arregaçar as mangas para ajudar o Republicanos maranhense a crescer, como já fez no passado em outra sigla.

Brandão se fortalece nacionalmente e demonstra estar preparado para desafios cada vez maiores. Além disso, com o aval do governador, Carlos Brandão tem participado de inaugurações de obras estaduais no interior do Maranhão.

Fonte: Jorge Aragão

Suposta renúncia de Luís Fernando tem forte articulação de Marcelo Tavares e Brandão

Carlos Brandão recebe Luís Fernando Silva no Palácio dos Leões. Foto: Karlos Geromy/Secom

A suposta renúncia do prefeito Luís Fernando de São José de Ribamar nada mais é do que um “desenho” projetado no gabinete da casa civil do estado do Maranhão.  Marcelo Tavares é aliado de primeira hora do vice governador e provável sucessor de Flávio Dino, Carlos Brandão, os dois “desenham” o cenário político para 2022 desde agora, embora já tenham tido fracassos em algumas tentativas, como a de reeleger Cleomar Tema na FAMEM.

Por último, Marcelo e Brandão tentam fazer com que Luís Fernando renuncie o mandato em Ribamar e assuma uma secretaria do governo Dino, talvez a SINFRA (secretaria de infraestrutura) uma máquina de aglutinar votos. E tudo milimetricamente calculado, visando 2022.

Marcelo Tavares

Vice governador do Maranhão Carlos Brandão pode ser considerado inelegível

Por marcoaureliodeca

Vice-governador assumiu o comando do estado no período vedado pela Lei Eleitoral e, agora, não poderá mais disputar as eleições de outubro; a menos que se candidate a governador

 

Flávio Dino com Carlos Brandão. Se queria se livrar do companheiro de chapa, comunista agora corre o risco de ser cassado

Não se sabe se por intenção, por falta de informação ou por arrogância, mas o governador Flávio Dino acaba de tornar seu vice, Carlos Brandão (PRB) inelegível nas eleições de outubro.

Brandão assumiu o Governo do Estado e praticou atos administrativos mesmo depois do período vedado pela Lei Eleitoral. Neste caso, ele não poderá mais disputar cargo algum nas eleições de outubro, a não ser o do próprio governador.

E as provas de sua inelegibilidade estão na própria agência de notícias do Governo do Estado, que deu ampla cobertura aos atos de Brandão no exercício do mandato, até o dia 9 de abril, dois dias depois do prazo máximo para isso.

A inelegibilidade de Brandão está prevista na Resolução nº 21.791, do Tribunal Superior Eleitoral.

– O vice que não substituiu o titular dentro dos seis meses anteriores ao pleito poderá concorrer ao cargo deste, sendo-lhe facultada, ainda, a reeleição por um único período. Na hipótese de havê-lo substituído, o vice poderá concorrer ao cargo do titular, vedada a reeleição e a possibilidade de concorrer ao cargo de vice – diz o documento. (Grifo do blog)

Notícia da agência do governo prova que Brandão atuou como governador até o dia 9 de abril, já no período proibido pela Lei

De acordo com a agência de notícia do Governo do Estado, Brandão assumiu o governo no dia 6 de abril.

No dia 9, dois dias depois do prazo legal, a própria agência noticiou que“governador em exercício realiza série de ações em Grajaú”. Há, inclusive, um vídeo com o próprio Brandão falando. (Saiba mais aqui)

Como não há no texto nenhuma referência ao dia em que Brandão esteve em Grajaú, o governo poderia alegar que a ação se deu antes do dia 7.

Mas Brandão permaneceu como governador até, pelo menos, o dia 09, data em que Flávio Dino voltou dos Estados Unidos – e foi direto à Curitiba, para um ato pró-Lula. (Veja aqui)

O vice estava, portanto, no exercício do mandato fora do período legal.

E, por consequência, está inelegível.

Simples assim…