Dois filhos de Flordelis e de pastor são suspeitos de matar o pai para defender mãe após traição

A Deputada Flordelis e o marido, Anderson do Carmo, morto na residência da família no último domingo(16).

A investigação sobre a morte do pastor Anderson do Carmo de Souza, marido da deputada federal Flordelis (PSD), aponta que dois filhos do casal são suspeitos de matar o pai. Uma das linhas de investigação é que eles teriam cometido o crime para defender a mãe, após descobrirem uma relação extraconjugal de Anderson.

Durante o enterro, nesta segunda-feira (17), a os agentes da polícia agiram discretamente e prenderam Flávio dos Santos, filho biológico apenas de Flordelis – a deputada e Anderson do Carmo registraram 55 filhos, a maioria, adotado. Flávio tinha um mandado de prisão por violência doméstica.

Outro filho do casal também foi preso. Lucas, de 18 anos, que é adotado, foi encontrado na casa onde o pastor foi morto. Quando era menor, ele se envolveu com tráfico de drogas. Lucas e Flávio prestaram depoimento durante esta tarde na Delegacia de Homicídios de Niterói sobre a morte do pai.

Flávio passou a noite da Delegacia de Homicídios, e Lucas foi transferido para unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), já que quando ele cometeu o crime por tráfico de drogas era menor de idade.

A deputada Flordelis rechaça a hipótese de que um de seus filhos seja o autor do crime: “Isso é ridículo, acusar alguém sem provas”. Ela acredita que o crime foi uma tentativa de assalto. “É nisso que eu acredito, que foi um assalto, e que ele morreu defendendo a família”, disse Flordelis durante o enterro.

A polícia informou que os criminosos fugiram do local sem levar nada. Investigadores revelaram também que os bandidos usaram toucas ninja e que doparam o cachorro da família antes do crime.

G1 RJ

Polícia investiga se morte do marido da deputada Flordelis foi cometida por alguém próximo da família

Esposo da deputada é assinado em Nitéroi

A Delegacia de Homicídios de Niterói colheu material dos cães da casa da deputada federal Flordelis, cujo marido, Anderson do Carmo, foi vítima de homicídio na madrugada de domingo(16).  O material foi enviado para exame toxicológico.

O objetivo do exame – cujo resultado deve ser concluído nesta terça-feira (18) – é determinar se os cães foram dopados, uma vez que os animais não reagiram à presença do responsável ou responsáveis pelo homicídio.

Diante da ausência de reação dos animais, a polícia não descarta a possibilidade de que o crime também possa ter sido cometido por alguém conhecido ou próximo à família.

Os policiais já analisam imagens das câmeras de segurança da vizinhança para saber quantas pessoas participaram do crime. Sabe-se, porém, que o assassinato foi cometido com pistola nove milímetros – todos os disparos feitos contra Anderson eram desse calibre.

O pastor trocava de roupa em um closet que fica ao lado da garagem da casa no momento do crime.

Diante da quantidade de tiros – a vítima foi atingida por pelo menos 15 disparos -, a hipótese de latrocínio já é quase que totalmente descartada.Ao longo desta segunda-feira (17), policiais deverão tomar o depoimento de integrantes da família e outras possíveis testemunhas.

O crime

O pastor foi assassinado na madrugada de domingo (16) depois de voltar para casa com a deputada, em Pendotiba, Niterói. Anderson Carmo foi executado por volta das 4h, com diversos tiros, pouco tempo após chegar.

Segundo Flordelis, o ataque a tiros aconteceu depois que Anderson voltou à garagem para buscar algo que esqueceu no carro. Os criminosos estavam de toucas ninja e o esperavam no quintal, onde já tinham dopado os cachorros – a fim de não alertar sobre a invasão.

A principal hipótese investigada pela polícia é a de execução. O corpo de Anderson tinha mais de 30 perfurações – entre as provocadas por entradas e saídas de projéteis.

“Apesar de ainda não estar 100% descartado, latrocínio vai se afastando”, disse um investigador na tarde deste domingo (16). Uma desavença familiar também é investigada como uma das hipóteses para motivação do crime, segundo fontes da delegacia.