Com relatos de suicídio, policial desabafa sobre escala de trabalho do 16°BPM, na cidade de Chapadinha

De acordo com denúncias de policiais militares lotados no 16° BPM na cidade de Chapadinha, a escala de trabalho em que estão submetidos é exausta e eles estão folgas reduzidas.

Leia carta abaixo:

Boa tarde! Venho pedir a sua ajuda através do seu blog no sentido de cobrar do comandante geral ou secretário de segurança, a FOLGA que nos policiais temos direito. Sirvo no 16°BPM de Chapadinha a escala de serviço é 24×72 na sede e mais três Cidades, as demais (14 destacamentos )

A escala é 24×48, o comando do batalhão não respeita o nosso direito de folgar 72h. Não é justo alguns folgarem 3 dias e outros folgarem 2 dias, sendo que o serviço é igual pra todos.

Temos uma jornada de serviço diário desumana, são 15 horas de BARREIRAS diárias, estamos sendo tratados como escravos. Se vc conversar com polícias do interior vc vai ouvir relatos absurdos. Sabemos dos nossos deveres mas queremos um tratamento digno e uma escada de serviço justa.

Contamos com a sua ajuda no sentido de divulgar essa nossa situação, gostaria de não ser identificado e vai os meus agradecimentos.

Hoje pela manhã um policial se suicidou

O que tá acontecendo no 16°BPM é que tem duas escalas de serviço, uns trabalham 24h e folgam 48h e outros no mesmo batalhão trabalham 24h e folgam 72h, todos tem a mesma jornada de trabalho, sendo que a FOLGA não é igual pra todos, acho injusto, já que temos que fazer barreira diariamente em toda área do batalhão.

Funciona assim:

Pela manhã barreira de 08:00 as 11:00

A tarde: de 15:00 as 16:00

A noite: de 20:00 as 23:00 

E outra de 23:00 AS 05:00 da manhã

 É justo todos tirar esse serviço exaustivo e não termos direto a 3 dias de folga como é na sede do batalhão em Chapadinha. Se o serviço é igual pra todos, a FOLGA deve ser igual também.

Sem contar que essas barreiras são 2 dois PM pra fazer esse serviço, olha o risco que nos corremos”. 

 

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