Governador Nunes Freire: Josimar da Serraria compra itens de informática superfaturados em 113%

Em Governador Nunes Freire, o prefeito Josimar da Serraria vai gastar R$ 629.385,65 com a aquisição de equipamentos e suprimentos de informática. Alguns deles superfaturados em mais de 113%. A Resenha da Ata de Registro de Preços da empresa T AGUIAR LEITE – ME está publicada no Diário Oficial do Município.

A ata lista grande quantidade de itens como 480 cartuchos de tinta, 150 mouses, 100 teclados, 100 pen drives, 45 processadores, 50 computadores, 20 notebooks, 20 impressoras, 30 roteadores, entre outros. A lista de preços apresentada pela empresa possui também itens acima do valor de mercado, como o pen drive de 32 Gb de R$ 77,33, mas que pode ser encontrado por até metade do preço, ou seja, o produto está sendo vendido à prefeitura com mais de 113% de superfaturamento.

A gestão de Serraria é caracterizada pela realização de contratações milionárias e com possíveis indícios de fraude e vale lembrar que Josimar segue sendo investigado pela justiça por suspeita de uso indevido de mais de R$ 4 milhões do Governo Federal, destinados para o combate à Covid-19 em Governador Nunes Freire.

Além disso, o prefeito foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Maranhão e da Polícia Civil quando, na oportunidade, um cheque no valor de R$ 400 mil foi apreendido na residência dele.

Por isso, o blog segue de olho nas contratações que serão realizadas por Serraria.

Diário Oficial com nomeação de secretários ainda não foi publicado pela gestão de Facinho em Cândido Mendes

Empossado no cargo desde o 1º dia do mês, o prefeito de Cândido Mendes, Jose Bonifácio Rocha de Jesus (PL), ainda não conseguiu fazer publicar o primeiro DOM (Diário Oficial do Município) de sua gestão. A última edição é do dia 15 de outubro de 2020, ainda sob gestão do prefeito Mazinho Leite (PCdoB).  É no documento que devem ser publicadas, para se tornarem válidas, emendas constitucionais, leis, decretos, instruções normativas, portarias, atos normativos de interesse geral e dos servidores da administração pública, assim como contratos, editais e avisos.

Sem a publicação das portarias referentes ao secretariado municipal até o momento, por exemplo, oficialmente, toda a administração pública da capital segue acéfala desde o início da nova gestão, com todos os secretários anunciados por Facinho atuando sem respaldo legal.

A falta de transparência evidencia além de tudo, falta de preparo para o cargo. Seguiremos acompanhando.

Falta de transparência da Câmara de São Luís deixa de incomodar o MP

Já tem um tempo que a falta de transparência da Câmara de São Luís deixou de incomodar o Ministério Público. Ainda em janeiro de 2018, o legislativo municipal se comprometeu com o MP a adequar o Portal da Transparência às exigências legais, inserindo a relação de vereadores, servidores, remuneração recebida, detalhamento das verbas de gabinete e demais despesas.

Mas até agora, quase dois anos depois, a falta de transparência continua a ser característica do legislativo municipal na capital, e o MP deixou de cobrar as atualizações que deveriam ter sido feitas no Portal da Transparência. A omissão de informações impede que a população tenha acesso a dados sobre aplicação dos recursos públicos e dificulta o combate à corrupção.

Os cidadãos torcem para que a transparência volte a ser cobrada pelo Ministério Público, a fim de garantir que a Câmara divulgue as informações que são de interesse público e fundamentais para que a população possa efetivamente exercer a cidadania.

A expectativa é de que o órgão volte a cobrar o legislativo municipal, exercendo o seu papel de responsável pela defesa da ordem jurídica e dos interesses da sociedade.

Flávio Dino cria personagem na tentativa de se destacar nacionalmente

O governador Flávio Dino vem tentando nacionalmente projetar uma imagem que não condiz com a realidade. O gestor estadual quer se passar por bom administrador quando, na verdade, não consegue resolver os problemas mais antigos no estado. O Maranhão, por exemplo, ainda segue no topo da miséria do país.

O percentual de maranhenses na extrema pobreza subiu 17,75% entre 2016 e 2018, segundo último estudo do IBGE. Em todo o estado, são mais de 1 milhão de maranhenses vivendo em situação de extrema pobreza. O Maranhão também continua sendo a unidade da federação com o menor rendimento médio por pessoa do país, com 12,2% da sua população sobrevivendo com menos de R$ 85 por mês.

E foi com o discurso que acabar com a pobreza no estado que Flávio Dino se elegeu em 2014, mas até agora o Maranhão segue no mesmo cenário, com índices negativos que se destacam mais que a imagem que o governador pretende passar.

Flávio Dino também posa de diplomático, mas coleciona episódios de falta de diálogo, como no caso do conflito com os moradores do Cajueiro, que desabrigou famílias da região para dar lugar a um empreendimento bilionário.

A coragem de Detinha


Mesmo com todas as lutas enfrentadas pelo grupo político do seu esposo, deputado Josimar, a ex-primeira dama de Maranhaozinho e ex-prefeita de Centro do Guilherme não se deixa entristecer e nem baixar a cabeça. É o que se viu da deputada Detinha na última sessão da Assembleia Legislativa do Maranhão no ano de 2020.

Detinha é acostumada a enfrentar grandes batalhas, pois em sua biografia é possível saber que ela enfrentou a pobreza de uma terra seca e sem grandes oportunidades no interior do Ceará, mas nunca se abateu se manteve firme e forte, enfrentou dias ensolarados e noites de chuva, mas sempre ao lado do seu esposo, o deputado Josimar Maranhaozinho.

Josimar pode ter sido vítima de uma das maiores armações políticas de todos os tempos, isso tudo porque é inaceitável para a maioria dos donos do Maranhão, um homem vindo da pobreza e sem estudo, sentar na cadeira de governador que já foi e é ocupada por filhos de ex-presidentes, juízes e muitas outras figuras do sangue azul das famílias tradicionais.

A força que faz Detinha enfrentar tudo que vem ocorrendo desde a última semana de cabeça erguida é a mesma força que move o coração de dona Maria e de seu João todos os dias ao nascer do sol em cada canto do Maranhão.

Detinha é uma guerreira

Urgente! Decisão do TSE acaba com as esperanças do prefeito eleito de Pirapemas

Fernando Cutrim pode estar cada vez mais perto da cassação. Depois que a Procuradoria-Geral Eleitoral opinou pelo não conhecimento do recurso especial interposto pelo prefeito eleito de Pirapemas, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tarcisio de Carvalho Neto, negou seguimento do pedido.

Com o recurso, Fernando Cutrim pretendia derrubar o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE), que anulou a sentença que deferiu o pedido de registro da sua candidatura. Assim, o registro de candidatura de Fernando Cutrim segue sendo analisado pela justiça eleitoral.

A suspeita é de que haja parentesco por afinidade entre Fernando e o atual prefeito e, ainda, de que o candidato não tenha se desincompatibilizado do cargo de Secretário Municipal de Planejamento. O tribunal solicitou que novas testemunhas sejam ouvidas sobre o caso, a fim de averiguar a veracidade das informações apresentadas.

Caso sejam confirmadas, Fernando Cutrim pode chegar a ter o mandato cassado.

No final da disputa municipal, só Roberto Rocha saiu sem grupo

O filho do ex-governador Luiz Rocha, o maranhense Roberto Rocha (PSDB), ocupa uma das cadeiras mais cobiçadas por qualquer político. É na Câmara Alta, em Brasília. A cobiça não está resumida somente ao nome bonito ou onde está localizada, no centro do poder, mas justamente pelo Senado Federal ser uma das maiores forças dentro do sistema político brasileiro.

Não é à toa que durante tanto tempo a dança das três cadeiras quase nenhuma mudança. Os senadores tinham um papel fundamental para a manutenção do poder do esfacelado grupo Sarney. Agora, Roberto Rocha (PSDB), que foi eleito no grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e logo após alcançar o poder em suas mãos, abandonou o grupo e virou oposição, sofre de um mal que nenhum político pode ter o “luxo” de ter: a ausência de um grupo político.

Enquanto os deputados federais aproveitam a força de suas emendas e influência no Governo Federal, ampliando bases e fazendo mais prefeitos, o partido do qual Rocha preside, o PSDB, definhou ao longo do seu mandato pelo Maranhão afora. O senador Roberto Rocha elegeu somente quatro aliados.

Zezão (PSDB), em Governador Luiz Rocha. Lucio (PSDB), em Itinga do Maranhão. Gilberto Braga (PSDB), em Luís Domingues e Maura Jorge (PSDB), em Lago da Pedra. Esta última mais pelo espólio político em Lago da Pedra do que pelo auxílio da legenda.

O murchamento do PSDB foi maior que o sonho de Roberto Rocha fazer a ‘Ferrovia do Sol’, que tem o objetivo de ligar as capitais do nordeste. Em 2016, o PSDB elegeu 29 prefeitos contra 8 prefeitos do pleito anterior. O responsável pelo crescimento de 2012 para 2016 foi, na verdade, do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão, então presidente do PSDB.

Para finalizar, a vitória de Eduardo Braide (Podemos) até poderia ter um carimbo da articulação política de Roberto Rocha, somente até o primeiro turno. Porém, foi no segundo turno que Rocha viu o trem descarrilhar com a chegada do PDT do senador Weverton Rocha.

Aos mais próximos, o senador Roberto Rocha confidencia que acredita que Eduardo Braide (Podemos) vai manter o compromisso que começou em 2018, passou por 2020 e chegaria até 2022, quando Roberto Rocha quer ser, mais uma vez, candidato ao governo do Maranhão.

O que a prova de fogo mostrou foi que um grupo político liderado pelo senador Roberto Rocha tem votação somente em quatro municípios. Mesmo sentado na cadeira do Senado e com acesso livre ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Carlos Brandão não é a única opção de Flávio Dino; governador não quer perder

Flávio Dino e Márcio Jerry

O governador Flávio Dino (PCdoB) não quer repetir o erro destas eleições no próximo pleito que o maranhense vai escolher o seu sucessor. Em 2022, Flávio Dino tem que se preocupar com duas coisas: o seu futuro político e o futuro do Maranhão, ou melhor, o futuro ocupante da principal cadeira do Palácio dos Leões.

E como o importante é não perder, Dino já cogita a ideia de não apostar no nome do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos). Brandão está no ápice de sua carreira política, mas quer subir mais um degrau e sabe que a única oportunidade que tem é essa. Talvez pelo jogo do tudo ou nada, ele vem trocando os pés pelas mãos e colecionando desafetos dentro do grupo que sustenta o Governo Flávio Dino.

O governador Flávio Dino configura como um nome nacional, para presidente ou vice-presidente. Mesmo em uma campanha para o Senado Federal, Flávio Dino teria um certo protagonismo na frente ampla de esquerda que deseja criar para derrotar Jair Bolsonaro. Mas, voltando para o Maranhão, ele pode também ser candidato a deputado federal com fácil eleição ou até mesmo ficar no cargo até o fim do mandato para conduzir o seu sucessor. Lembrando um pouco o que o ex-governador Zé Reinaldo fez para eleger o saudoso Jackson Lago (PDT) em eleição histórica contra Roseana Sarney (MDB).

Mas para optar por essa conjuntura, Flávio Dino teria que escolher um nome de confiança para passar a faixa de governador do estado. E entre aliados e secretariado, o nome forte é, sem dúvidas, o do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB). Jerry sempre foi um arquiteto dos movimentos do grupo Flávio Dino e, neste momento, pode também ser o protagonista dos próximos passos da política maranhense.

A cada momento que Carlos Brandão não conseguir segurar o grupo, cresce a chance de Flávio Dino optar por outro nome. É aí que Márcio Jerry ganha espaço na sucessão, e não por acaso, deve voltar ao secretariado do governador já no próximo ano. Para organizar a casa.

Aliados de Weverton Rocha pregam fim de governo para Flávio Dino

Desde o segundo turno das eleições, os aliados do senador Weverton Rocha vêm pregando o fim da gestão do governador Flávio Dino. Os aspirantes ao governo estadual em 2022 não estão medindo esforços para, de forma inescrupulosa, atacar a atual gestão, usando inclusive veículos de comunicação e blogs para, diariamente, detonar o governo.

Em reunião do PDT, Weverton deu o direcionamento, sendo enfático ao bater na mesa e afirmar que em 2022 o governo estará nas mãos do grupo e que, para isso, o partido será ainda mais agressivo a partir de agora. O senador já não usa de meias palavras para mandar recados ao Palácio dos Leões. Ao construir uma aliança com o MDB e Roseana Sarney em torno de Neto Evangelista em São Luís, Weverton deixou clara as suas intenções.

O movimento já antecipa o debate em torno da sucessão de Dino e comprova as reviravoltas do mundo político em nome de interesses particulares, já que o senador foi por muito tempo aliado de Flávio Dino, mas hoje faz questão de esquecer a aliança.

Começa a disputa entre Josimar, Weverton e Brandão para 2022

Estão cada vez mais animados os bastidores do governo Flávio Dino (PCdoB) após a eleição de 2020.

Com a derrota do comunista – que apoiou Duarte Júnior (Republicanos) no 2º turno da disputa na capital -, e seu consequente enfraquecimento, as três principais lideranças do seu grupo que estão de olho em 2022, Carlos Brandão (Republicanos), Josimar de Maranhãozinho (PL) e Weverton Rocha (PDT), seguem se articulando.

Por ora, Brandão acredita estar em vantagem pelo fato de poder sentar na cadeira de governador assim que Dino deixar oposto para candidatar-se a presidente, a vice-presidente, ou a senador.

O grupo de Weverton Rocha, por outro lado, trabalha com a ideia de convencer o Palácio dos Leões a oferecer uma vaga no TCE a Brandão para tirá-lo do caminho – em outra frente, atua para anular Josimar no debate.

Já o próprio Josimar acredita que, reforçado após eleger 40 prefeitos em 2020, pode formar um grupo coeso que lhe garanta a sustentação necessária para uma candidatura ao governo, mesmo sem o apoio declarado dos comunistas.

Do Gilberto Léda