O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) apontou que o atendimento hospitalar infantil exige equipes especializadas e afirmou ter identificado diversas irregularidades no processo de licitação relacionado à gestão do Hospital da Criança. De acordo com o órgão, um parecer técnico-contábil constatou várias falhas no certame, comprometendo a legalidade do procedimento.
Segundo o promotor responsável pelo caso, o processo licitatório estaria “eivado de nulidades”, o que poderá resultar no cancelamento do contrato caso sejam comprovados atos de negligência ou imperícia ligados às mortes de pacientes. O MP-MA informou ainda que instaurará um inquérito para apurar as responsabilidades.
Enquanto as investigações avançam, familiares de crianças atendidas na unidade denunciam problemas como falta de medicamentos, demora na realização de exames, redução das equipes médicas e falhas no acompanhamento dos pacientes. Entre os casos está o de Samila dos Santos Lobato e Ismael, que perderam os filhos gêmeos Bento e Bernardo, de apenas quatro meses, em um intervalo inferior a 24 horas.
Os bebês, moradores de Rosário, foram encaminhados ao Hospital da Criança após apresentarem sintomas gripais, e o caso passou a integrar as apurações conduzidas pelo Ministério Público.


