Meteorologistas alertam para um cenário de preocupação no Nordeste brasileiro diante da alta probabilidade de formação do fenômeno El Niño durante o inverno de 2026.

De acordo com as previsões climáticas mais recentes, há 90% de chance de o fenômeno se desenvolver nos próximos meses, com possibilidade de permanência até o início de 2027.

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial já vem influenciando a atmosfera e pode resultar em redução das chuvas, temperaturas acima da média e aumento do risco de estiagens prolongadas na região.

Especialistas afirmam que os impactos podem atingir diretamente o abastecimento de água, a agricultura, a pecuária e a geração de energia.

Segundo o meteorologista Melquezedek da Silva, enquanto a Região Sul costuma registrar mais chuvas durante episódios de El Niño, o Nordeste tende a enfrentar precipitações abaixo da média.

Além da seca, o calor excessivo pode acelerar a evaporação da água em açudes, barragens e reservatórios.

Diante desse cenário, órgãos de monitoramento recomendam acompanhamento constante das previsões climáticas para que governos, produtores rurais e a população possam adotar medidas de prevenção e reduzir possíveis prejuízos.