A crise no transporte público de São Luís se agravou nesta segunda-feira (17) após os rodoviários da Expresso Marina anunciarem paralisação por atraso salarial, ampliando para mais de 30 os bairros afetados pela falta de ônibus na capital.
A empresa se juntou à 1001, cujos trabalhadores estão em greve desde a última sexta-feira (14) pelo não pagamento de salários, plano de saúde, ticket-alimentação e outros benefícios.
Somente a Expresso Marina deixou de atender 17 bairros, enquanto a 1001 já havia paralisado rotas em outras regiões da cidade. A empresa Marina ainda não se manifestou sobre o caso.
O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão reforça que as paralisações decorrem exclusivamente da falta de pagamento por parte das empresas.
O Sindicato das Empresas de Transporte (SET), porém, responsabiliza a Prefeitura pela retenção de aproximadamente R$ 7 milhões referentes ao subsídio do transporte, previsto em acordo homologado pelo TRT-MA.
A Prefeitura, por sua vez, afirma que os empresários estão operando apenas com 80% da frota descumprindo o contrato e exige a retomada de 100% dos veículos para liberar o repasse total do subsídio.
Como medida emergencial, o município anunciou que irá custear corridas por aplicativo para a população afetada.
Enquanto novas negociações não avançam, cresce o temor de paralisação total do sistema e mais empresas podem aderir ao movimento nos próximos dias.



