A greve dos rodoviários chegou ao sexto dia nesta quarta-feira (19), mantendo paralisadas as empresas 1001 e Expresso Marina e afetando diretamente cerca de 30 bairros da Grande São Luís. Com a circulação reduzida, passageiros enfrentam deslocamentos dificultados, recorrendo a caronas, aplicativos e longas disputas por espaço nos poucos ônibus que chegam ao Terminal do São Cristóvão.

Desde as primeiras horas da manhã, trabalhadores e representantes do Sindicato dos Rodoviários seguem mobilizados em frente à garagem da 1001, cobrando avanço nas negociações.

O presidente da categoria, Marcelo Brito, reiterou que o subsídio estadual ao transporte está em dia e criticou a postura das empresas, destacando atrasos salariais e pendências trabalhistas especialmente na 1001, onde a situação é considerada mais grave.

No campo jurídico, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região intimou o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) a comprovar, em até 48 horas, o pagamento integral dos salários e do auxílio-alimentação referentes a outubro. O descumprimento poderá resultar em novas multas e medidas coercitivas.

A determinação veio após denúncia de que empresas não estariam cumprindo liminar que fixou reajustes de 7% nos salários e 10% no vale-alimentação.

Paralelamente, a Justiça do Trabalho extinguiu, sem julgamento do mérito, a ação da Prefeitura de São Luís que buscava depositar R$ 2 milhões referentes ao subsídio municipal, afirmando que qualquer questão relacionada ao dissídio coletivo do transporte deve ser tratada diretamente pelo TRT-16. Enquanto isso, o impasse continua, e bairros como Ribeira, Vila Itamar, Cohatrac, Parque Vitória, Forquilha, Ipem Turu e outros seguem sem atendimento regular, aguardando a retomada do diálogo entre empresas, sindicato patronal e rodoviários.