Sobrinho colocado por Erlânio na Prefeitura de Igarapé Grande vira dor de cabeça e enterra projeto político do tio

O assassinato de um policial militar em plena vaquejada no interior do Maranhão caiu como uma bomba no cenário político estadual e atingiu em cheio o ex-prefeito de Igarapé Grande e ex-presidente da Famem, Erlânio Xavier. O motivo? O principal envolvido no crime é ninguém menos que o atual prefeito do município, João Vitor Xavier, sobrinho e apadrinhado direto de Erlânio.

O jovem, que foi colocado na prefeitura justamente para manter o comando político de Igarapé Grande nas mãos da família, agora se transforma no maior pesadelo do tio e afunda de vez as pretensões de Erlânio em disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026.

O episódio, ocorrido na noite do último domingo (6), em Trizidela do Vale, já ganhou repercussão estadual e expõe, mais uma vez, a fragilidade do grupo político de Erlânio. A cena de um prefeito, armado, se envolvendo em uma discussão e disparando contra um policial militar desmonta qualquer discurso de preparo, responsabilidade ou equilíbrio vindo do clã Xavier.

Nos bastidores, aliados próximos admitem que o caso compromete seriamente o projeto político do ex-presidente da Famem, que vinha tentando se viabilizar como um nome competitivo para a Câmara dos Deputados. Com o nome do sobrinho envolvido em crime de homicídio e com o paradeiro do prefeito João Vitor desconhecido, o discurso de Erlânio perde força e credibilidade.

O que era para ser um trampolim político — ao manter o comando de Igarapé Grande em família — se transforma agora em um fardo difícil de carregar em ano pré-eleitoral.

Enquanto a polícia investiga o crime e a população cobra respostas, o futuro político de Erlânio Xavier parece cada vez mais comprometido.

Resta saber se o ex-prefeito conseguirá se desvencilhar do escândalo ou se o assassinato cometido pelo próprio sobrinho será o golpe final em suas ambições políticas.