Aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articulam nos bastidores sua nomeação para um cargo de secretário estadual, como forma de afastá-lo temporariamente da Câmara sem perda de mandato.

A manobra, prevista no Regimento Interno da Casa, permitiria que Eduardo fosse substituído por um suplente enquanto assumisse o cargo no Executivo estadual.

No entanto, segundo apuração, a iniciativa teria como real motivação garantir proteção institucional diante do avanço das investigações que o envolvem no inquérito sobre tentativa de golpe e suspeita de coação no curso do processo.

A proposta chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), provocando forte reação. Ministros da Corte consideraram a ideia um “absurdo” e alertaram que qualquer governador que nomear Eduardo poderá enfrentar consequências jurídicas sérias, como já ocorreu no caso de Anderson Torres e Ibaneis Rocha.

Eduardo é investigado por supostamente articular sanções dos Estados Unidos contra o Brasil, em reação ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, por tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. A possível nomeação, segundo ministros, seria vista como uma tentativa clara de obstrução à Justiça.