O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou a 30 anos de prisão Moisés Pereira da Cruz, acusado de matar sua companheira Valquires Silva da Conceição. O julgamento foi realizado nessa segunda-feira (18) e presidido pela juíza Edilza Barros Lopes, que considerou o réu culpado. O crime aconteceu no Povoado Bananal, Zona Rural de Governador Edison Lobão, na região tocantina do Estado, onde Moisés e Valquires viviam há oito anos. Segundo a denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), Moisés envenenou a companheira com chumbinho, possivelmente para encobrir abusos sexuais cometidos contra as filhas menores de Valquires. Durante o julgamento, foi destacado que o casal vivia uma relação marcada por violência doméstica, embora a vítima nunca tenha formalizado queixas.

Na noite antes do crime, Valquires e suas filhas haviam saído para a igreja. Ao retornar, ela consumiu açaí oferecido por Moisés, começando a passar mal logo em seguida. Quando a filha pediu ajuda ao avô, Moisés não prestou socorro, permanecendo em silêncio. Valquires foi levada ao hospital, mas já chegou sem vida. A perícia revelou a presença de “chumbinho” em seu corpo, confirmando o envenenamento. O MP-MA argumentou que o crime foi premeditado, e o réu agiu com dissimulação, mantendo uma aparência normal ao oferecer o alimento envenenado. O histórico de violência e abuso de Moisés foi citado na denúncia, reforçando a gravidade de seus atos. A sentença final destacou a personalidade agressiva e manipuladora do réu, que também foi acusado de outros crimes, incluindo abuso sexual contra as filhas da vítima. A juíza Edilza Barros Lopes ainda ressaltou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a condenação no júri popular justifica a execução imediata da pena, o que foi determinado no caso de Moisés. O Tribunal de Justiça também anunciou que dois outros júris ocorrerão nos dias 27 e 29 de novembro, finalizando as sessões de 2024.