São Luís: Secretário diz que crise nacional é ‘culpada’ pelo caos no transporte público

A população de São Luís (e de toda a Ilha) viu a qualidade no transporte público ludovicense despencar durante a Gestão Eduardo Braide, situação piorada pela pandemia da covid-19. Os problemas são os de sempre e estão levando a paciência dos usuários para a UTI. No entanto, a ‘culpa’ desse cenário não seria da Prefeitura de São Luís, segundo o secretário de Trânsito e Transportes, Diego Baluz.

Em nota à Folha de São Paulo, que denunciou o caos generalizado que se tornou o transporte público de São Luís, o chefe da SMTT, questionado sobre a qualidade dos serviços prestados, sem assumir a responsabilidade, disse que passamos por uma crise nacional no transporte e que é desafiador gerenciar o sistema.

“A gente vem passando por uma crise nacional no transporte público. É uma questão muito desafiadora para todos nós gestores de município, que é sustentar os contratos, buscar um equilíbrio de maneira que venham a operar de forma satisfatória”, disse Daluz à Folha.

O secretário disse ainda que fiscaliza os serviços prestados pelas empresas. Entretanto, na prática, isso não ocorre ou não tem surtido efeito.

Apesar de existir um edital a ser cumprido e aumento recente de tarifa para R$ 3,90 (considerado alto), os ônibus têm circulado sem o ar-condicionado previsto no contrato, levando os usuários a altas temperaturas, com janelas fechadas em função das chuvas. Em nota à TV Mirante, a SMTT disse que essa falta se dá em função do alto consumo de combustível.

A redução da frota (de 920 para 708) de ônibus é outro problema vivido, impactou no tempo de espera nas paradas, que chega a 2 horas, principalmente na periferia da cidade, e faz com que os coletivos circulem lotados. ‘Pensado’ para resolver esse problema, o Rapidão de Braide não tem funcionado e percorre praticamente vazio pela cidade.

Outros problemas

O caos no transporte público também se dá pela baixa qualidade dos terminais de integração. Desde meados de março, o Terminal da Cohama, por exemplo, se encontra em reparos após as chuvas que danificaram o seu telhado. O da Praia Grande e o da Fonte do Bispo, que ainda está em fase de obras, no Centro da cidade, oferecem estruturas precárias à população.

A situação estrutural de ruas e avenidas da capital é fator agravante desse cenário. Os ônibus, que já são antigos, vivem danificados ou precisam que os usuários desçam para subir uma rua. Os passageiros, por sua vez, esperam por uma solução concreta, que vá além dos paliativos feitos pela Prefeitura de São Luís.

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