Com contrato de R$ 2,8 milhões, poços artesianos não saem do papel, em Guimarães

No ano passado, a Prefeitura de Guimarães, chefiada pelo prefeito Osvaldo Gomes (PDT), fechou um contrato milionário de R$ 2,85 milhões para a ampliação do sistema de abastecimento do município.

Apesar de já terem sidos pagos mais de R$ 440 mil à empresa de engenharia, já no mês de janeiro desde ano, as obras sequer começaram e já estão atrasadas, segundo a vereadora Josana Martins (PT). O convênio feito com o Governo Federal para a destinação dos recursos teve início no dia 01 de junho de 2018 e terminou no dia 01 de maio de 2022.

De acordo com o contrato, a empresa vencedora da licitação, a Auxiliar Engenharia e Tecnologia Ambiental Ltda, que está sediada em Guimarães, deveria construir 12 (doze) poços artesianos em comunidades da sede e da zona rural, mas nada foi feito além da seleção dos terrenos.

A vereadora Josana Martins (PT), quem fez a denúncia em sessão plenária recente, na Câmara de Vereadores de Guimarães, classificou como irresponsável a gestão dos recursos e questionou a não realização das obras.

“Falta de compromisso, falta de responsabilidade por quem está gerenciando os recursos dessa implantação. Pessoal da Vila Margareth, da Vila São José, saindo de lá para encher água no matadouro. É gente em cima de moto, é galãozinho de água. O pessoal precisando, tem o dinheiro e por que que não faz, gente?”, questionou a vereadora.

Atualmente, o sistema de abastecimento de água no município, especialmente na sede, é administrado pela Caema. Na zona rural, a população depende de poços artesianos da prefeitura ou particulares. Em casos mais severos, as pessoas coletam água de poços artesanais ou açudes, sem qualquer tratamento.

Deixe uma resposta