O Lázaro errado: Família nega versão da Polícia Civil sobre execução de Hamilton Bandeira

A Polícia Civil do Maranhão publicou uma nota em seu Instagram alegando que no momento em que invadiram, sem permissão, a casa do jovem Hamilton César Lima Bandeira, pessoa com deficiência intelectual, e o executaram no Povoado Calumbi, em Presidente Dutra, o rapaz teria desobedecido uma ordem policial e tentado contra a vida dos agentes com uma arma branca, a qual segundo a família, nunca foi apresentada a eles.

No dia do crime, a mãe de Hamilton, Ana Maria Lima Dias, teria ido à Delegacia de Presidente Dutra registrar um boletim de ocorrência, mas o delegado de plantão, César Ferro, teria se negado a registrar o documento e o atestado de óbito.

Além de não apresentar nenhum mandado de prisão ou de busca e apreensão, segundo a mãe de Hamilton, a Polícia Civil não realizou perícia e uma outra equipe da polícia foi ao local para retirar as cápsulas das armas. “Como é que uma pessoa vai para cima de três policiais com uma faca? Quando eu perguntei se ele sabia que o meu filho tomava remédios para os problemas mentais, o delegado ficou quieto”, disse Ana Maria Lima.

Manifestação de populares:

Na noite de sábado (19), os moradores de Calumbi fecharam a BR 135, no km 324. Gritando pelo nome de Hamilton, a população pedia por justiça. Policiais militares interviram na manifestação e liberaram a BR por volta das 23h.

Veja o vídeo:

Áudio do avô

No dia da morte de Hamilton, o seu avô, um idoso de 99 anos, estava com o jovem na residência. Bastante abalado, ele relatou em áudios que no momento da execução os policiais não tiveram respeito nem pela sua idade.

Áudio 1

Áudio 2

 

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