Colapso na saúde e a nossa falta de ética

Que a gestão pública do sistema de saúde da maioria dos municípios maranhenses é uma verdadeira vergonha, isso todo mundo já sabe. O surgimento da Covid-19 veio só para estampar isso na cara dos nossos gestores e, como consequência, a corda mais uma vez arrebentou para o lado mais fraco.

Na noite de ontem (23), um passageiro fez o registro de várias ambulâncias com pacientes possivelmente infectados pela Covid-19, sendo transportados do interior do estado para capital, por meio de um Ferry Boat.

Em um momento ainda mais crítico da pandemia, em que a ocupação de leitos em São Luís chega aos 97%, os hospital tendem a ficar ainda mais sobrecarregados. A ineficiência de gestão pública em vários municípios aumenta a demanda na Ilha.

Se não bastasse o caos, ainda temos que combater e aturar, diariamente, informações sobre corrupções, fraudes e irregularidades em licitações para equipamentos de combate à pandemia. E o mais grave, a indiferença da população com relação a gravidade da doença.

Hoje vivemos uma era de incertezas, em que o idoso deixou de ser a faixa etária mais vulnerável. Em todo o Brasil, o número de jovens mortos e internados em decorrência da Covi-19 tem crescido assustadoramente. Mas há quem ainda duvide que uma festinha clandestina aqui e outra ali, possa trazer alguma consequência negativa.

Em entrevista ao G1, na manhã de hoje, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, deixou um alerta: “Acham que vão perder o olfato, mas perdem a vida”. Agora, pense bem: ou a gente começa a repensar as nossas atitudes ou estaremos dispostos a continuar pagando o alto preço das nossas irresponsabilidades.

 

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