Othelino Neto ganha espaço e é visto como nome forte para as eleições de 2022

Quando assumiu o comando da Assembleia Legislativa, em Janeiro de 2018, substituindo o presidente Humberto Coutinho (PDT), o deputado Othelino Neto (PCdoB) era um parlamentar 43 anos e exercendo o segundo mandato, normalmente. Durante os meses seguintes, porém, surpreenderia os seus pares como um presidente firme e afinado com as regras, mas também, e principalmente, como um articulador hábil, ativo e bem posicionado. Foi assim que comandou a Casa sem sobressaltos naquele período, renovou o mandato parlamentar em 2018, obteve novo mandato de presidente e, numa articulação bem armada, se reelegeu chefe do Poder com quase dois anos de antecedência.

Nesses 31 meses, Othelino Neto manteve o parlamento ativo e em evidência, conduziu debates sobre matérias complicadas, assegurou tramitação e votação de medidas importantes contra a pandemia do novo coronavírus, evitou crises e confrontos entre adversários e conquistou espaço entre os líderes políticos maranhenses mais destacados na atualidade.

A elevada posição política alcançada pelo presidente da Assembleia Legislativa vem se evidenciando dia após dia, com movimentos que faz no âmbito do Parlamento, onde mantém “a Casa em ordem” respeitando Situacionistas e Oposicionistas; nas relações institucionais, mantendo um relacionamento equilibrado com o governador Flávio Dino (PCdoB) e com o presidente do Poder Judiciário, desembargador Lourival Serejo; e por fim na seara político-partidária, onde tem atuado com eficiência como articulador. Nesse último campo, todas as avaliações feitas por observadores levam à previsão de que em 2022 ele será nome forte e cujo rumo dependerá do passo que vier a ser dado pelo governador Flávio Dino, de quem é aliado firme e leal.

Uma demonstração do prestígio político do deputado Othelino Neto foi dada terça-feira, no plenário da Assembleia Legislativa, quando os suplentes Fábio Braga (SD), Toca Serra (PCdoB) e Pastor Ribinha assumiram as vagas dos deputados Fernando Pessoa (SD), Rildo Amaral (SD) e Wendell Lajes (PMN). Em pronunciamentos na tribuna e em declarações à imprensa, os três destacaram a capacidade de articulação do presidente da Assembleia Legislativa, creditando a ele o fato de eles estarem assumindo mandato temporário de quatro meses.

Entusiasmado, Pastor Ribinha declarou: “Quero parabenizar o presidente deste Parlamento, deputado Othelino, detentor de uma rara qualidade, que é a de saber ouvir com atenção e de lidar com as pessoas de pensamentos divergentes. É uma habilidade que prova sua capacidade política e justifica o fato de ter sido eleito por duas vezes consecutivas para a presidência desta Casa, sempre por unanimidade”.

No campo das negociações políticas e partidárias para as eleições municipais de Novembro, Othelino Neto vem trabalhando intensamente na articulação de candidaturas que possam fortalecer a base da aliança comandada pelo governador Flávio Dino nas diferentes regiões do estado. Em São Luís, Othelino Neto é um dos principais articuladores da candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), juntamente com o senador Weverton Rocha (PDT). Ao mesmo tempo, atua para fortalecer outras candidaturas, tendo tido, por exemplo, participação decisiva nas negociações que levaram o deputado Duarte Júnior a migrar do PCdoB para o Republicanos, abrindo caminho para a consolidação da candidatura do deputado federal Rubens Júnior pelo partido.

Othelino Neto sabe que os próximos dois anos e meio serão decisivos para o grande embate político que será travado pela atual geração nas eleições gerais de 2022. Depois de cinco anos como presidente da Assembleia Legislativa e com a projeção política que vem alcançando, dificilmente o seu caminho será renovar o mandato de deputado estadual. Daí as projeções que o veem como candidato a senador, caso o governador Flávio Dino se candidate a presidente da República; a vice-governador, dependendo de quem seja o candidato do grupo a governador; e até mesmo a governador, se, numa hipótese mais distante, o cenário político de 22 permitir.

Da Coluna Repórter Tempo/Ribamar Corrêa.

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