Em mais um trecho da entrevista concedida ao blog, superintendente da PF afirma que operação “Cobiça Fatal” terá nova fase

Delegados Sandro Jansen, Cassandra Parazzi e Julho Sombra

Em mais um trecho da entrevista ao Blog do Werbeth Saraiva, a superintendente da Polícia Federal, Cassandra Parazi, afirmou que não está concluída a investigação da Operação “Cobiça Fatal”, que visa desarticular associação criminosa voltada à fraude em licitações e desvio de recursos públicos federais destinados ao combate do novo coronavírus em São Luís.

“Hoje a gente só deflagrou a parte ostensiva, então tem muito ainda a ser apurado. Alguns dados, infelizmente, a gente não vai poder repassar pra vocês e o que a gente tem a dizer é que as buscas realizadas hoje tiverem grande sucesso. Colhemos muitas provas que vão ajudar no processo dessa investigação”, afirmou Parazi.

A superintendente citou, ainda, que o principal alvo da operação foram as fraudes licitatórias e que há um indício muito forte de conluios entre as empresas. “São vários quesitos a serem investigados, mas talvez o principal dele, não o mais importante, seriam a fraude em licitação, (solicitação para compra de mascaras). Há um indicio muito forte de conluio das empresas que participaram e um superfaturamento relevante”, disse ela.

Outro fato que foi percebido nos processos licitatórios, foram as descrições, nomenclaturas e valores similares nos contratos.

“As consultas de cotação dos processos licitatórios mostraram preços muito similares, assim como, as descrições dos produtos, a ordem, nomenclatura utilizada e os valores em especial. E a discrepância de valores, se comparado ao preço do mercado, eram três vezes maiores. Então, haviam vários indícios que somados indicam que houve fraude nos processos de faturamento e licitação, havendo assim, desvio de recursos, lavagem de dinheiro e por ai adiante”, concluiu.

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