ELEIÇÕES 2018: Em entrevista, Roberto Rocha mostrou que joga com a verdade

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Ainda repercute a entrevista que o senador Roberto Rocha (PSDB) concedeu ao programa Ponto&Vírgula, da Rádio Difusora FM, ontem, 30.

Num momento onde a política e os políticos estão em baixa com a população, onde os eleitores demonstram a mais completa apatia em relação ao processo eleitoral que se aproxima, Roberto Rocha mostra que tem uma característica que foge à regra em geral da política neste país: o tucano joga com a verdade.

E jogar com a verdade no território da política, por mais incrível que possa parecer, é um risco. Via de regra o padrão é mentir, dissimular, enganar, ludibriar, enfim, engabelar.

É um risco jogar com a verdade na política porque pode parecer arrogância, aparentar que quem se mostra verdadeiro deseja ser melhor do que os outros. Mas, felizmente, é exatamente o contrário.

Roberto Rocha aceitou a responder a todas as perguntas dos entrevistadores do Ponto&Vírgula, das mais simples as mais provocativas. E como todos os sabem, o referido programa é bancado pelo Governo do Estado já que a Rádio Difusora FM é hoje comandada pelo pré-candidato a senador, apoiado apoio pelo governador Flávio Dino, o deputado federal e presidente estadual do PDT, Weverton Rocha.

Portanto, a verdade enquanto arma política é um diferencial competitivo em qualquer atividade humana, inclusive num processo eleitoral. Aliás, a população exige a verdade, a transparência e jogo limpo entre os políticos.

Nestas eleições de 2018, seja para presidente, governador, senador e deputados, vai levar a melhor quem jogar com a verdade.

É essa lição que fica a partir da entrevista do senador Roberto Rocha ao programa Ponto&Vírgula.

E não duvido que o pré-candidato tucano tenha conquistado o voto da banca de jornalistas que o entrevistaram.

Entrevista: Weverton faz balanço da política nacional e da sua atuação na Câmara

Em entrevista concedida ao Bom Dia Maranhão, na TV Difusora, nesta quinta-feira (28), o deputado federal Weverton fez um balanço da política nacional e da sua atuação na Câmara Federal em 2017. “Os partidos perderam a oportunidade de ouvir a classe trabalhadora, o povo brasileiro. Venderam para o Brasil a ideia de que um impeachment resolveria o problema e as pessoas estão vendo que não era tão simples assim. Foi um ano difícil, complicado mesmo”, avaliou o parlamentar.

Weverton disse que após o presidente Michel Temer assumir o comando da nação, a legislatura no Congresso Nacional ficou muito comprometida com uma pauta mais à direita, com muitos retrocessos para os trabalhadores e os mais pobres. O deputado acredita que esse posicionamento, aliado a muitos escândalos envolvendo o governo, levou a um desencantamento das pessoas com a política. “A população está tão indignada com tudo o que vem acontecendo no Brasil, que muitos estão descrentes da política. Mas é preciso atentar para o fato de que este é o único instrumento democrático do mundo capaz de melhorar a vida da população”, disse Weverton.

Liderança do PDT

Weverton destacou o seu orgulho em liderar por dois anos consecutivos (2016 e 2017) a bancada do PDT na Câmara Federal, defendendo as bandeiras da educação e do trabalhismo. Em sua opinião, se o político não tiver a capacidade de se indignar com o que vem acontecendo no país, fazer política perde o sentido. “O importante é que encerro minha atuação na liderança na bancada do partido com a sensação de missão cumprida”.

Reforma Trabalhista

O deputado lamentou, no entanto, que pela oposição ser minoria, não foi possível ver, por exemplo, a reforma trabalhista derrotada. “Muitos diziam que ela era boa, mas eu alertei várias vezes na tribuna, que quando grandes empresas de comunicação defendem uma bandeira é bom ficar atento, pois estas não estão buscando a proteção do trabalhador. Há sempre o interesse econômico por trás”.

Reforma da Previdência

De acordo com o parlamentar, a reforma trabalhista resultou em um processo de enfraquecimento real da Justiça Trabalhista, dos direitos dos trabalhadores e o mais grave, no Fundo Social da Previdência. Ele explicou que a medida desidrata a arrecadação do Fundo, com a probabilidade deste, futuramente, ser privatizado. A reforma da Previdência, segundo Weverton, no fundo é uma forma de o governo colocar um fim na Previdência pública, com sua migração para a iniciativa privada. Ele também criticou a tentativa da propaganda do governo de fazer a população crer que a reforma só afeta alguns privilegiados, em geral, servidores públicos. “O argumento que a atual administração federal utiliza hoje é falacioso e criminoso, pois tenta colocar a população contra o servidor público, dizendo que ele é privilegiado”, enfatizou.

Viagens pelo interior

Weverton lembrou que em 2017 esteve muito presente nos municípios maranhenses, sempre dialogando com a classe política e com a sociedade civil organizada. Ele viajou a 114 dos 217 do estado e acredita que isso melhorou sua percepção do que o povo anseia de um congressista. “O parlamentar precisa ter a condição política de saber que qualquer decisão que tome pode influenciar diretamente na vida de 200 milhões de brasileiros. E uma das coisas que utilizo com convicção para executar as tarefas que me foram confiadas ali dentro é saber sempre qual é a nossa verdadeira origem, quais as necessidades do nosso estado, como vivem, de verdade, os nossos trabalhadores e a nossa juventude”, enfatizou.

2018

O deputado Weverton finalizou a entrevista dizendo que apesar de todas as dificuldades, encerra o ano convicto de que ainda há muito trabalho pela frente. Ele afirmou que fazer parte de uma chapa majoritária, como pré-candidato ao Senado Federal, com o apoio do governador Flávio Dino é realmente importante, porque, mesmo no momento de crise que o País atravessa, o governador tem feito muito pelo Maranhão. “Se sem o apoio do Senado o governador está fazendo o que está fazendo, imagine na próxima eleição, tendo a oportunidade de contar com deputados federais e senadores em Brasília. Aí mesmo é que vamos ajudar ao Maranhão”.