Com medo de ser preso, prefeito Mazinho Leite “desaparece” de Cândido Mendes

Procurado por equipes de jornalistas e demais profissionais da imprensa a assessoria jurídica do município de Cândido Mendes avisa que o prefeito Mazinho Leite, apontado pela polícia como mandante do assassinato de um secretário de saúde em 2014 não se encontra na cidade. 

O comentário que se ouve no município é que temendo uma provável prisão Mazinho teria saído do município, o paradeiro ninguém sabe. Segundo os mais próximos o prefeito já estaria tentando um HC preventivo para rechaçar uma eventual prisão. 

Segundo fontes bem posicionadas do blog, um mandado de prisão preventiva contra o gestor já teria sido expedido. 

BOMBA! Homem é preso suspeito de participar do assassinato do secretário de saúde de Cândido Mendes, prefeito também está sendo investigado

Agentes da Polícia Civil prenderam na manhã de hoje (16) um Homem suspeito de participar da morte de um secretário de saúde do município de Cândido Mendes, Romissom Robson foi assassinado no dia 21 de fevereiro de 2014 e ele era secretário de Saúde de Cândido Mendes.

As investigações duraram quatro anos, e as prisões expedidas hoje, foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. 

O Homem preso hoje estaria no carro com a vítima no momento da execução. 

Segundo informações apuradas pelo blog o prefeito do município Mazinho Leite também está sendo investigado pela morte do ex secretário. 

Na época a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) do Maranhão instaurou um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar se o prefeito de Cândido Mendes, José Ribamar Leite Araújo, o Mazinho, atuou como mandante do assassinato de Rolmerson Robson, à época secretário de Saúde do município.

As investigações relacionadas ao PIC foram abertas no dia 31 de julho 2018, por meio da Portaria 37/2018, aos cuidados da promotora de Justiça Geraulides Mendonça Castro, da Assessoria Especial de Investigação da PGJ. A delegação foi feita pelo chefe do Ministério Público estadual, promotor Luiz Gonzaga Coelho.

MP pede quebra de sigilo bancário de prefeito e de advogada Edna Andrade

A iluminação pública precária de dois povoados de Cândido Mendes motivou o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a requerer, em Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa, a indisponibilidade dos bens e quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos nas irregularidades até o limite de R$ 148.320,00. O valor refere-se ao contrato firmado pelo Município com a empresa ICB Services.

Além do Município e da empresa, a lista de requeridos inclui o prefeito Mazinho Leite, a assessora jurídica da prefeitura, Edna Maria Andrade, e o advogado Igor Lima Castelo Branco, responsável pela empresa.

A ação, ajuizada em 18 de junho, foi formulada pelo promotor de justiça Marcio Antonio Alves de Oliveira, a partir de um abaixo-assinado encaminhado pelos moradores dos povoados de Barão de Tromaí e São José dos Portugueses ao MPMA, em 23 de agosto de 2017.

O MPMA constatou a precariedade da iluminação nos dois locais e verificou, ainda, irregularidades no procedimento licitatório realizado, em 2017, para contratação deste serviço.

Também foi observado que a advogada Edna Maria Andrade possui forte influência na administração municipal. Assessora jurídica da Prefeitura, ela é apontada como principal beneficiária de diversos contratos com o Município, sendo considerada “prefeita de fato”. O Ministério Público também constatou que ela atua de forma velada, por meio de empresas de fachada e em nome de “laranjas”.

Ré em outra Ação Civil Pública do MPMA, a assessora jurídica já foi acionada por nepotismo por manter cinco parentes em um cargo inexistente na estrutura do Município.

A sede da ICB Services é localizada em São Luís e não em Cândido Mendes. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) verificou que a sede informada é somente uma área de matagal.

Segundo um funcionário da empresa, a manutenção da rede de iluminação é de responsabilidade do prefeito e da advogada Edna Maria Andrade. O funcionário encaminha a lista de materiais necessários à advogada e os materiais são entregues a ele.

Em abril deste ano, em reunião com o MPMA, representantes da Prefeitura informaram que a precariedade dos serviços de iluminação nos dois povoados eram decorrentes do fato de o funcionário da Prefeitura diretamente responsável pelos serviços estar acidentado.

Além da indisponibilidade dos bens, o MPMA requer a condenação dos réus ao ressarcimento integral do valor de R$ 148.320,00; à perda da função pública e à suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos.

Outras penalidades requeridas são o pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, mesmo que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos.

O Ministério Público também solicita a condenação dos réus ao pagamento conjunto de danos morais de R$ 200 mil, a serem transferidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

Prefeitura de Cândido Mendes vai gastar mais de R$ 1 milhão com gêneros alimentícios

A prefeitura de Cândido Mendes vai gastar cifras milionárias para atender o programa nacional de alimentação escolar .

A empresa contratada é a M L S Papeis Eireli – Epp tem com objeto aquisição de gêneros alimentícios ,localizada em São Luís é de propriedade, Marcela Lopes de Souza.

O valor exato que a prefeitura pagará a empresa, R$1.361.190,00 (hum milhão, trezentos e sessenta e um mil, cento e noventa reais) .

O prazo da vigência do contrato é de 03.01.2018 a 31.12.2018.

Cândido Mendes: Ministério Público pede prisão preventiva do ex-prefeito Zé Haroldo

A Promotoria de Justiça de Cândido Mendes ingressou nesta quarta-feira, 7, com um pedido de prisão preventiva contra José Haroldo Fonseca Carvalhal, ex-prefeito do município. No pedido, o promotor de justiça Saulo Jerônimo Leite Barbosa de Almeida afirma que as condutas do ex-gestor configuram crime de peculato, além de haver fortes indícios de associação criminosa.

“Importantíssimo destacar que o representado vem, a todo custo, buscando meios para se esquivar da aplicação da lei penal, chegando ao ponto de alternar o modo e o lugar em que vive, trocar periodicamente o número de telefone celular, bem como utilizar linhas cadastradas por terceiros, tudo isso buscando embaraçar qualquer espécie de persecução criminal que porventura tivesse como alvo a sua pessoa”, afirma Saulo de Almeida.

O ex-gestor foi preso nesta terça-feira, 6, pela Superintendência Especial de Investigações Criminais (Seic), com base em uma investigação desenvolvida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Cândido Mendes. O pedido de prisão temporária do ex-gestor havia sido feito em 17 de outubro do ano passado, pelo promotor de justiça Marcio Antonio Alves de Oliveira.

INVESTIGAÇÃO

O procedimento investigativo instaurado pelo Ministério Público, em agosto de 2017, teve como objetivo apurar supostas irregularidades na execução do convênio n° 732195, firmado entre o Município de Cândido Mendes e a Fundação Nacional de Saúde para a construção de um aterro sanitário no município. Embora a verba tenha sido repassada pelo Governo Federal, a obra nunca foi feita.

As investigações apontaram a existência de um esquema de desvio dos recursos públicos, coordenado pelo então prefeito “Zé Haroldo”, que teria sido o principal beneficiado, se apropriando do dinheiro por meio de pessoas de sua confiança.

Vários depósitos foram feitos na conta da empresa A E M Construções Ltda. – ME, totalizando R$ 250 mil. Desses, 95% (R$ 237,5 mil) voltaram para o gestor municipal, por meio de depósitos na conta de seu cunhado, Clayton Costa Pereira. Os 5% restantes ficaram com a empresa, que não executou a obra.

Além de José Haroldo Carvalhal, já preso, e de Clayton Pereira, que está foragido, o Ministério Público também pediu a prisão temporária de Cássia de Francislin Costa Gandra Carvalhal, esposa de Zé Haroldo.

Por ter filhos menores de 12 anos, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão transformou a prisão temporária da ex-primeira dama em medidas cautelares, como o recolhimento domiciliar noturno e o comparecimento em juízo, a cada 30 dias, para justificar suas atividades.

O irmão do ex-gestor, Adérito Carvalhal Filho, também foi preso temporariamente, em outubro do ano passado, tendo confessado a participação no esquema criminoso e apontado José Haroldo Carvalhal como comandante do esquema.

Empresa controlada por um dos cabeças da quadrilha presa na Operação Pegadores já faturou mais de 4 milhões da Prefeitura de Cândido Mendes

Mazinho Leite

Antes de propriedade, a BrasilHosp agora é apenas controlada por Luiz Marques Barbosa Júnior, um dos cabeças da quadrilha presa na Operação Pegadores

A Brasil Produtos Médicos e Hospitalares (BrasilHosp), que embora não seja mais de propriedade ainda é controlada por Luiz Marques Barbosa Júnior, pilhado na Operação Pegadores como um dos cabeças e operador da organização criminosa que assaltou mais de R$ 18 milhões dos cofres da rede pública estadual de saúde nos primeiros meses do governo Flávio Dino, firmou pelo menos 32 contratos com diversas prefeituras pelo Maranhão.

É o que aponta levantamento feito pelo ATUAL7 junto ao Sistema de Acompanhamento de Contratações Públicas (Sacop), do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Com a Prefeitura Municipal de Cândido Mendes, foram nove contratos com a gestão de José Ribamar Leite de Araújo, o Mazinho Leite (PP). Sete neste ano e dois no ano passado. Total: R$ 4.126.910,26.

Em alguns municípios, como Axixá, Cantanhede e Gonçalves Dias, a empresa operada por Luiz Júnior fechou pelo menos um contrato. O administrado pela prefeita Sônia Campos (PDT), foi fechado em R$ 320.294,72. O comandado por Marco Antônio Rodrigues de Sousa, o Ruivo (PSD), em R$ 1.064.299,76. Com Vilson Andrade Barbosa (PCdoB) o valor ficou em R$ 495.105,60. Os contratos de Axixá e Cantanhede foram fechados em 2017 e o de Gonçalves Dias em 2016.

Até mesmo com a prefeitura da capital a BrasilHosp fechou contratos. Foram três, mas de apenas R$ 133.377,44. Todos foram celebrados em 2015, no primeiro mandato de Edivaldo Holanda Júnior (PDT) na Prefeitura Municipal de São Luís.

Outro lado

O ATUAL7 procurou todas as prefeituras municipais, desde a semana passada, por meio dos e-mails e formulários de contato informados em seus sites oficiais, e solicitou um posicionamento a respeito dos contratos firmados com a BrasilHosp.

Até o momento da publicação desta matéria, porém, nenhuma delas retornou.

Materia do Atual7