Jacaré é flagrado atravessando avenida na Lagoa da Jansen em São Luís

G1 MA

Um jacaré foi flagrado atravessando a Avenida Mário Meireles, na Lagoa da Jansen, na noite de sábado (26) em São Luís. Com o grande fluxo de carros, o animal acabou indo para dentro de uma vegetação do local.

O diretor do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Veloso, explicou o motivo dos animais silvestres estarem aparecendo na cidade.

“Existe uma fauna urbana entre algumas espécies que são resilientes e vivem em áreas periurbanas e até mesmo nas cidades, entre eles está o jacaré, que é uma espécie comum em várias regiões metropolitanas e urbanas. Eles estão perdendo o habitat e por esse motivo, acabam ficando em locais inadequados. Por exemplo, eles ocupam o que antes era rio e que agora se transforma em um esgoto”.

De acordo com Roberto Veloso, os jacarés ficam mais ativos em épocas chuvosas devido a temperatura elevada, esse comportamento é por conta das mudanças ambientais como umidade, calor e a busca por alimentos, mas a grande quantidade de lixo nos locais acabam prejudicando na alimentação dos animais.

“Isso é preocupante porque ao procurar alimento em sacos eles acabam consumindo o plástico, assim como acontece com as tartarugas. E a médio prazo esses animais morrem por não conseguir liberar esse plástico consumido”, explicou.

Além do consumo de lixo, o diretor afirma que os animais silvestres sofrem com a prática de caça que é considerada crime. “A lei prevê que os animais estão protegidos e tutorados pelo Governo Federal. É crime caçar e capturar esses animais. O ideal é que a população não tente tente capturá-los e ao observar que eles estão em um local inadequado ou oferecendo riscos para as pessoas ligar para o Corpo de Bombeiros Ambientais que realizam resgates. O trabalho deles é muito eficiente pois eles levam os animais para o Ibama”, afirmou.

Roberto Veloso finalizou explicando sobre a lei de crimes ambientais. “A lei de crimes ambientais prevê multa de R$ 500 a 5 mil, além disso, a pessoa vai responder a um processo judicial. A população tem que entender que não é correto, é uma questão moral. Não é correto você se aproveitar da situação que esses animais vivem, eles já estão tão fragilizados nesses locais poluídos”, finalizou.

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